Vila das Artes inicia o ano com oportunidades de formação artística voltadas a crianças e adolescentes. O equipamento da Secretaria da Cultura de Fortaleza (Secultfor), gerido em parceria com o Instituto Cultural Iracema (ICI), está com inscrições abertas para os cursos Formação Básica em Dança, da Escola Pública de Dança, e Percursos Livres: Formação Básica em Teatro, da Escola Pública de Teatro. As pessoas interessadas podem preencher formulário on-line no site da Vila das Artes ou realizar a inscrição presencialmente na secretaria do equipamento, localizada na Rua 24 de Maio, 1221, no Centro. Além dos cursos regulares, o mês de janeiro conta com programações especiais abertas ao público. Entre elas está o Dançando na Vila, série de oficinas promovida pela Escola Pública de Dança, com foco em crianças e adolescentes de 8 a 15 anos. A participação é gratuita, com 20 vagas ocupadas por ordem de chegada. Outro destaque da agenda acontece nos dias 21, 22, 28 e 29 de janeiro, com o ...
Ministério Público Federal (MPF) entrou com recurso contra uma sentença da Justiça Federal no Ceará que absolveu um acusado de praticar crime de racismo contra o povo judeu em uma publicação feita na rede social Facebook. Na postagem, o denunciado aponta o Holocausto como uma "falácia" e atribui aos judeus responsabilidade por tragédias mundiais como as graves enfermidades.
Na ação movida na JF contra o réu, o MPF aponta que Luís Olímpio Ferraz de Melo publicou em sua página nomeada "Sempre Freud", no Facebook, texto intitulado "Coronavírus" com notório cunho racista e incentivador ao preconceito contra o povo judeu, trazendo uma narrativa que, fazendo referência a fatos históricos, insinua uma interligação do povo judeu a eventos danosos à humanidade, como a pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Conforme a denúncia, o réu veiculou a postagem em 14 de março de 2020, na qual afirma, dentre outros fatos, que os judeus estariam escravizando a civilização utilizando-se do "falacioso Holocausto" para se vitimizarem, como parte de um "plano de vingança", "por terem sido escravos no Egito por 430 anos".
O MPF aponta que o texto redigido alimenta preconceitos ao divulgar ideias que atentam contra a dignidade do povo judeu, e que o fazem através da negação de fatos históricos, "se escudando em obras doutrinárias reconhecidas como racistas". "O pleito a que se imponha a sanção penal não decorre do fato de serem suas ideias feias ou erradas, mas sim porque veiculam de forma clara preconceito contra o povo judeu", argumenta o procurador da República Rômulo Conrado, autor da ação.
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