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ANEEL revoga autorizações de cinco UFVs no Ceará Atrasos na construção das usinas solares motivaram a decisão

 A  diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) revogou nesta terça-feira (24/3) as autorizações concedidas às usinas fotovoltaicas (UFV) Aratinga 1 a 5, ao negar recurso movido pelas empresas Aratinga 1 a 5 Geração Solar Energia Ltda aos Termos de Intimação lavrados pela fiscalização da Agência. O motivo foi o atraso no cronograma estabelecido com ausência de início das obras dos empreendimentos e consequente entrada em operação comercial. As cinco usinas, com potência instalada total de 150 MW ( megawatts) seriam localizadas no município de Milagres, no Ceará. A energia a ser gerada pelas UFVs seria integralmente destinada ao Ambiente de Contratação Livre (ACL,) com início da operação comercial previsto para 24 de setembro de 2024. Contudo, sucessivos adiamentos e atrasos injustificados no cronograma de implantação comprometeram a concretização tempestiva dos projetos, tornando os empreendimentos inviáveis no curto ou médio prazo. Categoria Energia Elétrica

Cinzas de vulcão na Oceania deixam céu avermelhado no Ceará; saiba mais

 Céu avermelhado é visto em diversas partes do Nordeste (FOTO: Luciana Otoch)

Céu avermelhado é visto em diversas partes do Nordeste (FOTO: Luciana Otoch)

O céu visto do Ceará tem apresentado coloração avermelhada nos últimos dias. O fato, que tem chamado atenção, também foi registrado em outros municípios do Nordeste, como no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Conforme análise realizada pela Gerência de Meteorologia da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), tal coloração tem relação com as cinzas do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha’apal, localiza em Tonga, no oceano Pacífico, que entrou em erupção no dia 15 de janeiro.

“Em virtude da circulação atmosférica global (ventos), as cinzas vulcânicas estão em deslocamento nos altos níveis da atmosfera e no momento estão passando sobre o Nordeste do Brasil. O fenômeno óptico ocorre quando a luz solar entra em contato com o material em suspensão no ar, que pode ser sólido ou gasoso como as cinzas), sofrendo o efeito de espalhamento, que é parecido com o efeito da luz quando passa por um prisma, no qual a luz branca dispersa-se em diferentes cores”, explica o meteorologista Agustinho Brito.

Normalmente, o que é observado no céu a olho nu é o tom azul, já que o espalhamento é maior nesta cor. Entretanto, no início e no final do dia, devido a posição do sol estar no horizonte faz com que os raios solares atravessem mais partículas na atmosfera, causando maior absorção da luz azul do que da luz vermelha.

“Isso explica porque, às vezes, vemos as manhãs e as tardes com tons de cores entre laranja e vermelho. Devemos destacar também que nem sempre isso ocorre, pois depende da concentração desses gases ou partículas na atmosfera”, complementa Brito.

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