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MP denuncia policiais militares por morte de empresário no Rio Para promotoria, PMs dispararam mais de 20 tiros de fuzil

  A 2ª Promotoria de Justiça do Rio junto ao  1° Tribunal do Júri da Capital  denunciou os policias militares Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves pelo  homicídio doloso triplamente qualificado  do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira , ocorrido na madrugada de 22 de abril deste ano, no barro da Pavuna, zona norte do Rio. Segundo o Ministério Público (MP) do Rio, os agentes, do 41º batalhão da PM, em Irajá, dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra a picape em que estavam Daniel e mais três pessoas.  A vítima foi atingida na cabeça e morreu no local. Os demais ocupantes do carro não foram atingidos. A denúncia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com as investigações, os policiais acompanharam a movimentação do empresário na região por mais de uma hora, com acesso a informações em tempo real por um informante pelo telefone e, a partir daí, definiram pre...

MPCE discute com ARCE e Cagece estratégias para o enfrentamento do problema de ligações ociosas na rede de esgotamento em municípios cearenses

 


O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Ecologia, Meio Ambiente, Urbanismo, Paisagismo e Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (CAOMACE), realizou, na última quinta-feira (04/08), reunião com o objetivo de discutir estratégias para o enfrentamento do problema das ligações ociosas na rede de esgotamento em municípios cearenses.

A reunião contou com a participação do coordenador do CAOMACE, Ronald Fontenele Rocha, do coordenador de Saneamento Básico, Marcelo Silva de Almeida, e do analista de Regulação, Alceu de Castro Galvão Junior, ambos da Agência Reguladora do Estado do Ceará (ARCE), e de representantes da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece).

Na oportunidade, debateu-se sobre a gravidade, as causas e consequências do problema das ligações ociosas (ausência de interligação de imóveis à rede disponível) e o cenário atual nos municípios cearenses, com seus impactos socioambientais e de sustentabilidade do serviço público. Ressaltou-se ainda a necessidade de cumprimento da legislação em vigor, notadamente a Lei nº 11.445/2007, alterada pela Lei nº 14.026/2020, que prevê a obrigatoriedade da conexão das edificações permanentes urbanas às redes públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponíveis e sujeitas ao pagamento de taxas, tarifas e outros preços públicos decorrentes da disponibilização e da manutenção da infraestrutura e do uso desses serviços. Foram compartilhadas algumas experiências de fiscalização exitosas, que podem servir de parâmetro de atuação.

Ficou acertado que, a partir de diagnóstico e sugestões já fornecidas pela ARCE e de informações adicionais a serem apresentadas pela Cagece, acerca da estrutura de fiscalização, legislação municipal e capacidade da rede de esgoto de cada município, no prazo de 30 dias, serão traçadas estratégias de atuação com fluxo definido para o enfrentamento do problema, inclusive com possíveis soluções para a faixa de baixa renda, com seleção de municípios em melhores condições para receberem projeto-piloto a ser elaborado, a partir de critérios técnicos e operacionais.

O CAOMACE busca, assim, coletar dados, estreitar parcerias e formatar linha de atuação ministerial eficiente no sentido de propiciar o aumento da adesão por parte dos moradores de domicílios não interligados à rede pública de esgoto nos municípios cearenses, contribuindo para o efetivo cumprimento da legislação e para a progressiva remoção de um dos principais entraves à universalização do saneamento básico.

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