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TSE julga validade da candidatura de Deltan ao Senado Candidato do Novo foi segundo mais votado e conseguiu vaga na Casa

  TSE julga validade da candidatura de Deltan ao Senado Candidato do Novo foi segundo mais votado e conseguiu vaga na Casa André Richter - Repórter da Agência Brasil Publicado em 08/10/2026 - 07:46 Brasília © Lula Marques/ Agência Brasil Versão em áudio O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai julgar nesta quinta-feira (8) a validade do registro de candidatura Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. Deltan obteve 2.904.594 votos (25,14%) no primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4), e garantiu a segunda cadeira do estado no Senado.  Ex-procurador da Operação Lava Jato, o candidato foi alvo de ação protocolada pelo PT estadual para contestar sua elegibilidade para concorrer ao pleito. Em 2023, Deltan teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE. Conforme a decisão, ele pediu exoneração do cargo de procurador para evitar a perda do cargo e o enquadramento na Lei da Ficha Limpa. O ex-procurador pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF) q...

Projeto propõe adoção do Cordão de Girassol em Fortaleza para identificar pessoas com deficiências ocultas

 Sessão plenária Vereador Márcio Martins Data: 03.03.2021 Foto: Érika Fonseca

Tramita na Câmara Municipal de Fortaleza, o Projeto de Ordinária 653/2021, de autoria do vereador Márcio Martins, que dispõe sobre a implantação do Cordão de Girassol, como instrumento auxiliar de orientação para identificação de pessoas com deficiências ocultas. O projeto encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aguardando parecer do relator. A ele foi apensado projeto de igual teor de autoria do vereador Emanuel Acrízio (PP), o PLO 182/2022.

O projeto proposto por Márcio Martins considera pessoa com deficiência oculta, aquela cuja deficiência, ou condição neurológica, não tenha sido identificada de maneira imediata, por não ser fisicamente evidente. O Cordão de Girassol consiste numa faixa estreita de tecido ou material equivalente, na cor verde, estampada com desenhos de girassóis, podendo ter um crachá com informações úteis, a critério do portador ou de seus responsáveis.

O uso do cordão é facultado aos indivíduos que tenham deficiências ocultas, bem como a seus acompanhantes e atendentes pessoais. No entanto, o uso do material não constitui fator condicionante para o gozo de direitos assegurados à pessoa com deficiência. O projeto determina, ainda, que os estabelecimentos públicos e privados devem orientar seus funcionários e colaboradores quanto a identificação de pessoas com deficiências ocultas, a partir do uso do cordão de girassol, bem como aos procedimentos que possam ser adotados para atenuar as dificuldades destas pessoas.

Segundo a justificativa do projeto do vereador Márcio Martins, essa identificação já é utilizada em diversos países e estados brasileiros. “Este Projeto de Lei está em consonância com o disposto na Lei no 13.146/2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da pessoa com deficiência), que assegura a inclusão das pessoas com deficiências, promovendo a sua dignidade e a de seus familiares. Essa simples e poderosa ferramenta seria mais um instrumento de relevante inclusão social e conscientização da população, elevando o patamar da nossa Cidade, conhecida tradicionalmente por ser acolhedora a todos”.

A identificação foi criada em 2016 no Reino Unido, pela comunidade internacional Hidden Disabilities Sunflower, tendo como slogan “A discreet way to choose to make the invisible visible” (uma maneira discreta de escolher tomar visível o invisível) que contou com o apoio de diversas instituições. O cordão na cor verde, com estampa de girassóis, com crachá, é para ser utilizado por pessoas com deficiências ocultas, que necessitam de suporte adicional, ajuda ou um tempo maior para desempenhar suas tarefas.

Os portadores são aqueles que não apresentam sinais físicos evidentes da doença, mas possuem dificuldades de aprendizagem, saúde mental, mobilidade, fala, deficiência sensorial. Podemos citar como exemplo, doença de Crohn, transtornos do espectro autista (TEA), síndrome de Tourette, transtornos ligados a demência, fobias extremas, entre outros. “Todas estas deficiências, doenças ou condições neurológicas podem trazer dificuldades específicas aos seus portadores para tarefas do dia-a-dia, como ficar em fila, aguardar em lugares fechados, interagir verbalmente com ou sem contato visual, etc”.

Ressalta, que muitas vezes, providências extremamente simples, como comunicar-se de modo mais eficiente, providenciar um lugar de espera diferente, ou evitar o contato físico, são suficientes para eliminar ou diminuir o sofrimento destas pessoas. Na verdade, perguntar ao portador do cordão o que pode ser feito para ajudá-la, pode resolver a maioria das situações de estresse e sofrimentos causados por situações cotidianas que podem passar despercebidas. “Vale ressaltar que não se está tratando, aqui, necessariamente, de estabelecimento de preferências, cotas, ou muito menos privilégios. A ideia do cordão de girassol, em todo o mundo, está focada na conscientização e disseminação do conhecimento, para que as pessoas, espontaneamente, adotem comportamentos mais acolhedores e empáticos”.

Apensado

Já o Projeto de Lei Ordinária 182/2022, de autoria do vereador Emanuel Acrízio, reconhece o Cordão de Girassol como instrumento auxiliar de orientação para identificação de pessoas com deficiências ocultas. Destaca que o uso da identificação não é obrigatório. E que os estabelecimentos públicos e privados devem adotar as medidas necessárias, objetivando a orientação de seus funcionários e colaboradores à identificação de pessoas com deficiências ocultas, a partir do uso do instrumento e aos procedimentos que possam ser adotados para eliminar as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiências ocultas. A proposta, após aprovada, poderá ser regulamentada pelo Poder Executivo, no que couber.

Foto: Érika Fonseca

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