A região metropolitana do Rio de Janeiro registrou, em apenas quatro dias, nove casos de pessoas vítimas de balas perdidas. Três delas morreram e seis ficaram feridas.

O dado, mapeado pelo Instituto Fogo Cruzado, é do período entre 16 e 19 de março. Ao todo, o início de 2023 contabiliza 45 pessoas vítimas de balas perdidas no Grande Rio: entre as vítimas, 13 morreram e 32 ficaram feridas.
Em 2022, neste mesmo período do ano – entre 1º de janeiro e 19 de março –, 20 pessoas haviam sido vítimas das balas perdidas. Cinco morreram e 15 ficaram feridas.
A guerra pelo domínio das comunidades, principalmente das zonas norte e oeste da cidade, tem feito vítimas diárias no confronto entre os criminosos.
O tráfico de drogas, através da principal facção criminosa do Estado, vem tentando tomar as comunidades do Fubá, entre Cascadura e Campinho e da Praça Seca, também na zona norte, dominadas por grupo de milicianos.
O tráfico vem realizando ataques diários também nas comunidades da Gardênia Azul, Anil e Rio das Pedras, na zona oeste, também dominadas pela milícia, com a finalidade de expulsar os milicianos e impor suas regras.
Para dominar as comunidades, os traficantes contam com homens de várias comunidades para tomada do território. Gardênia Azul e Anil ficam perto da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, onde o tráfico usa como base a Cidade de Deus e traz de fora, homens fortemente armados, principalmente com fuzis, de regiões dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho.
A finalidade é tomar a comunidade e controlar a venda de botijões de gás, água mineral, sinal de TV a cabo e uma taxa do comércio para manter o funcionamento dos serviços esses explorados pela milícia.
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