Em
entrevista recente, o piloto da Mercedes, George Russell, disse que
um calendário sustentável da Fórmula 1 é importante para os
pilotos à medida que o esporte se expande para novos mercados. O
automobilista britânico de 25 anos, diretor da Grand Prix Drivers'
Association, vem apresentando as opiniões dos pilotos sobre assuntos
importantes da F1 desde 2021.
Uma delas é o fluxo do
calendário, que deve ampliar para 24 corridas na próxima temporada.
Sendo assim, os fãs de alta velocidade já podem incluir mais um
destino de
viagem para as assistir as corridas no próximo ano. O
cronograma de 2023 já havia sido definido para ter 24 corridas antes
do cancelamento do Grande Prêmio da China, por isso ainda são 23
etapas para este ano.
O chefe da Mercedes, Toto Wolff,
confirmou o que disse Russel – a Fórmula 1 organizará um
calendário mais inteligente e sustentável para 2024. Atualmente as
paradas no calendário significam que os milhares de pessoas que
viajam de corrida em corrida estão essencialmente “ziguezagueando”
pelo mundo, de um continente a outro. Por exemplo, uma corrida no
Azerbaijão é separada por poucos dias do Grande Prêmio de
Miami.
“Não vamos mais pular de continente em
continente”, disse Wolff em entrevista recente à agência de
notícias APA. “Se estivermos em algum lugar, ficaremos lá por
mais tempo.” O que ele quer dizer é que as corridas serão mais
apropriadamente agrupadas geograficamente. “As corridas europeias,
as corridas asiáticas, as corridas do Oriente Médio, as corridas
americanas”; explicou.
Wolff disse que a Mercedes também
realiza muitas de suas próprias medidas para reduzir a pegada de
carbono da F1. “Voamos parte do tempo com combustível de aviação
sustentável”, exemplificou o ex-piloto austríaco. “Para os voos
em que não conseguimos encontrá-lo, compensamos nossa parcela dos
requisitos de combustível do voo comprando combustível
sustentável”. Disse ainda que a Fórmula 1 também está adotando
combustíveis sustentáveis para os carros.”
Mudanças
no calendário da F1
Com todas essas notícias,
supõe-se que a Fórmula 1 poderá anunciar uma grande mudança no
calendário para 2024, a fim de reduzir as emissões de CO2 e
acomodar o Ramadã. À primeira vista, um “triple-header”
(sequência de três finais de semana seguidos de corrida) de
Austrália, China e Japão parece bastante brutal para os pilotos.
Raramente essa sequência é vista no calendário da F1 e
normalmente é usada apenas em circunstâncias excepcionais. Ainda
não há confirmação das datas, mas acredita-se que seja um fim de
semana após o outro. Com rumores de que a temporada começará em
Jeddah (Arábia Saudita) antes de ir para a Austrália, China e
Japão, isso realmente faz algum sentido.
Reduzindo as
viagens
Em termos de viagem, na verdade, torna-se
significativamente mais fácil. A preparação para o Japão em 2023
vê os pilotos cobrirem 9510 milhas do Aeroporto Linate de Milão (GP
da Itália) ao Aeroporto Internacional de Chubu, em Nagoia, antes do
Grande Prêmio do Japão, com uma parada no Aeroporto Changi de
Cingapura (GP de Cingapura).
Compare isso com 2024, que
reduziria quase pela metade (5.869 milhas) indo do aeroporto de
Melbourne (Austrália) para o aeroporto de Shanghai Pudong (China) e
depois para o aeroporto internacional de Chubu. Ambos os trechos da
viagem são mais curtos do que o cronograma atual.
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Reduzindo as emissões
A
Fórmula 1 há muito é criticada por não ser o esporte mais
ecológico, mas o CEO do Formula One Group, Stefano Domenicali,
afirmou que a categoria está tentando fazer mais para reduzir sua
pegada
de carbono.
Sem surpresa, reduzir a
distância percorrida entre cada corrida reduz significativamente as
emissões de C02. Sob a configuração atual, os voos entre os três
locais (Austrália, China e Japão) produzem 932 kg de emissões de
C02. No entanto, sob a configuração de 2024, torna-se 723 kg. Uma
queda significativa.
Então toda essa mudança parece
fazer sentido, independentemente da situação imposta à F1. Menos
viagens para pilotos, equipes e fãs, tornando a modalidade mais
acessível, o que é fundamental para o crescimento sustentável do
esporte. A Fórmula 1 definitivamente quer adicionar mais corridas ao
calendário e jogar limpo com o planeta.
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