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Copa do Brasil Corinthians vence Internacional, mas é eliminado na Neo Química Arena

  Copa do Brasil Corinthians vence Internacional, mas é eliminado na Neo Química Arena Publicado em 06 de agosto de 2026, às 22h05 O Corinthians venceu o Internacional por 2 a 1 na Neo Química Arena, mas foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil, com 3 a 2 no placar agregado. Gustavo Henrique abriu o placar no primeiro tempo, enquanto Bernabei deixou tudo igual na metade final, e Pedro Raul deu as últimas esperanças ao elenco corintiano no jogo, mas nada feito. No Beira-Rio, o Internacional havia vencido o duelo de ida por 2 a 0, com gols de Matheus Bahia e Alan Patrick, agora se garantindo nas quartas de final. O sorteio entre os oito remanescentes acontece na terça-feira (11), para definir os confrontos da próxima fase. O Corinthians entrou em campo precisando buscar dois gols, mas sem nomes importantes no ataque. Yuri Alberto, com lesão na posterior da coxa, e Memphis Depay, que assistiu ao confronto dos camarotes. Pedro Raul ganhou a vaga na referência do ataque, com...

“Zé Celso foi o encenador mais transgressor da cena", diz dramaturga

 


“Zé Celso foi o encenador mais transgressor e mais disruptivo da cena brasileira. Da ditadura à abertura, encenou espetáculos de grande magnitude, sob a beleza arquitetônica do Oficina de Lina Bo Bardi. Imprimiu uma marca indelével de um teatro orgiástico e transgressor em muitos artistas e coletivos brasileiros”. Foi assim que a jornalista, dramaturga, professora e coordenadora de Dramaturgia da SP Escola de Teatro, Marici Salomão, definiu o diretor, ator e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, que faleceu hoje (6), em São Paulo.

Marici contou à reportagem da Agência Brasil que conheceu Zé Celso quando era repórter colaboradora do Caderno 2 do jornal O Estado de S.Paulo e cobriu os ensaios da primeira montagem da peça Os Sertões, baseada no livro de Euclides da Cunha e que narra a Guerra de Canudos, movimento liderado por Antônio Conselheiro. Fazem parte dessa epopeia musical A terra (2002), O homem – parte 1 – do pré-homem à re-volta (2003), O homem – parte 2 – da re-volta ao trans-homem (2003), A luta – parte 1 (2005) e A luta – parte 2 (2006).

“No Oficina, fiquei esperando por cerca de meia hora na cabine técnica. Quando desci, Zé e o elenco formavam um círculo em torno da cadeira em que eu sentaria. Encaravam-me. Logo percebi que quem chegava não era a Marici, mas uma personagem euclidiana, diante de Conselheiro e seu bando. Eu estava em Canudos e transportada a um universo outro. Essa era a força do Zé, romper com o lugar comum”, relatou a jornalista e dramaturga.

Teatro Oficina Uzyna Uzona é um grupo fundado pelo diretor em 1958 e uma das companhias mais longevas do Brasil, tendo também uma grande  atuação políica. Desde 1961, o grupo ocupa um prédio localizado no bairro do Bixiga, no centro da capital paulista, projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi e que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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