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Ceará encara Clássico-Rei pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro

  Partida acontece neste domingo, 17, às 18h30 na Arena Castelão Link para compartilhamento:    Copiar Gabriel Silva/Ceará SC Em noite de Clássico-Rei, Ceará encara o Fortaleza às 18h30 deste domingo, 17, na Arena Castelão, em partida válida pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B. Vindo de 14 jogos invictos contra o maior rival, o Alvinegro disputa o quarto clássico da temporada e busca a manutenção da sequência sem derrotas. Confira as informações para deste duelo. Retrospecto Com retrospecto favorável para o Alvinegro em confrontos pela Série B do Brasileiro, Ceará e Fortaleza se enfrentam pela 22ª vez na Competição. No histórico, são 6 vitórias, 11 empates e 4 reveses. No resumo geral da história dos clássicos, são 211 vitórias para o Time do Povo em 625 jogos, 228 empates e 186 derrotas. Venda de ingressos Com entradas a partir de R$ 25,00 (meia-entrada), os ingressos seguem à venda nas Lojas Vozão dos shoppings e on-line, por meio do site vozaotickets.com. O...

A dor não tem cura, diz viúva de vítima da chacina de Vigário Geral

 Há 30 anos, a chegada do dia 29 de agosto é dolorosa para Iracilda Toledo. Mesmo o aniversário de um netinho, celebrado um dia antes, não é capaz de diminuir essa dor. Nessa data, em 1993, seu marido foi assassinado por policiais militares, quando estava em um bar, na comunidade de Vigário Geral, na zona norte do Rio de Janeiro. 

Seu marido, Adalberto de Souza, foi uma das 21 pessoas mortas por PMs naquele dia na favela. O grupo, de cerca de 40 pessoas e chamado de Cavalos Corredores, era integrado por policiais do batalhão da área. 

O objetivo dos assassinos, ao entrar na comunidade na noite de 29 de agosto, era vingar a morte de quatro companheiros, mortos pela facção criminosa que controlava a venda de drogas em Vigário Geral. 

Mas os alvos da retaliação foram aleatórios. Nenhum deles tinha relação com a quadrilha que matou os policiais. O marido de Iracilda, por exemplo, tinha 40 anos, era ferroviário e morava em uma casa de propriedade da empresa federal para a qual trabalhava na época.  Ele foi morto quando estava em um bar com outras seis pessoas.

Em uma casa, perto dali, oito pessoas de uma mesma família também seriam executadas. Seis pessoas que estavam na rua também foram mortas. “Como familiar, parece que foi ontem. Eu sofro tanto quanto há 30 anos. Vai fazer 31 [anos], 32, 50, enquanto eu viver essa dor vai estar comigo. É uma dor dentro da minha alma. Não tem remédio para isso, não tem cura”, conta Iracilda, que é presidente da Associação de Familiares das Vítimas de Vigário Geral.  

Sentenças

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, 52 pessoas foram denunciadas por envolvimento na chacina, das quais apenas quatro foram condenadas pelo crime. José Fernandes Neto e Paulo Roberto Alvarenga ganharam liberdade condicional em 2006 e 2013.

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