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PF combate tráfico internacional de drogas em 10 cidades catarinenses Policiais cumprem 18 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão

  Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (19), a Operação Tirocinium, para combater uma organização criminosa que atua no tráfico transnacional de drogas e na lavagem de dinheiro. As ações estão sendo realizadas em dez municípios catarinenses: Joinville, São Francisco do Sul, Araquari, Balneário Camboriú, Itajaí, Tijucas, Barra Velha, Garuva, Jaraguá do Sul e Imbituba; além de São José dos Pinhais, no Paraná; e Uberaba, em Minas Gerais. Os policiais federais cumprem 18 mandados de prisão preventiva, 31 de busca e apreensão. Também estão sendo executadas 4 medidas cautelares de monitoramento eletrônico. “A operação visa atingir o núcleo financeiro da organização criminosa, com o sequestro de 36 imóveis, a apreensão de veículos e o bloqueio de contas bancárias de 35 investigados até o valor total de R$ 646 milhões”, informou a PF. De acordo com as investigações, os criminosos utilizavam os portos da região para enviar cocaína para a Europa e África. Ao longo das apurações, a PF...

Caso Heloísa: Justiça do Rio recebe denúncia do MPF contra policiais

 Justiça Federal do Rio de Janeiro recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra três policiais rodoviários, acusados pela morte da menina Heloísa, de 3 anos, em setembro deste ano. Os agentes atiraram contra o carro em que ela estava com a família, na rodovia conhecida como Arco Metropolitano, na altura de Seropédica, região metropolitana do Rio.

Os policiais vão responder pela prática de homicídio consumado, quatro tentativas de homicídio e fraude processual. A Justiça manteve as medidas cautelares impostas aos réus, como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de se aproximarem das vítimas. O MPF também recorreu à Justiça pedindo a prisão preventiva dos policiais e que eles sejam levados a Júri Popular.

Na denúncia, o MPF defende que os três policiais respondam pelos crimes. O argumento é que, mesmo que nem todos tenham atirado, basta comprovar a confluência de vontades. O que significa, segundo o órgão, que eles decidiram “em comunhão de desígnios e por vontade livre e desimpedida”, se aproximar do veículo e atirar contra ele.

Os policiais argumentam que receberam uma informação de que o veículo era roubado e, por isso, o interceptaram. O MPF rebate e diz que não encontrou nenhum registro do tipo no Departamento Nacional de Trânsito (Detran). O carro foi comprado pelo valor de mercado e nenhuma das partes do negócio reconhece registro de roubo.

Outro ponto destacado na denúncia é o fato de os policiais não terem atirado contra os pneus do carro. O que significa, para os procuradores, que “não houve a intenção de deter ou advertir”, nem abordagem prévia dos policiais ao motorista do veículo, o pai de Heloísa. O que, para o MPF, evidencia que os policiais queriam matar os ocupantes do veículo ou assumiram o risco.

As armas usadas pelos agentes da PRF foram fuzis de calibre grosso e alcance longo. Eles optaram por esse tipo de recurso, mesmo tendo pistolas no momento da perseguição. Os fuzis tinham maior velocidade, menor recuo e mais letalidade.

“Não é minimamente crível que, ao cravejar com tiros de calibre 5.56 um veículo tripulado e com carroceria comum, a poucos metros de distância, houvesse outra intenção senão a de matar”, pontua o MPF na denúncia.

Edição: Maria Claudia

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