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Tarifa zero no transporte poderia ser novo Bolsa Família, diz estudo Gratuidade nas 27 capitais poderia injetar R$ 60 bilhões na economia

  A implementação da gratuidade no transporte público nas 27 capitais brasileiras representaria uma injeção de R$ 60,3 bilhões anuais na economia do país e poderia ter um efeito semelhante ao do Bolsa Família.  Essa é a principal conclusão de um estudo divulgado, nesta terça (5), por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  Clique aqui e confira a íntegra da pesquisa . Intitulada  A Tarifa Zero no Transporte Público como Política de Distribuição de Renda , a pesquisa foi coordenada pelo professor Thiago Trindade, do Instituto de Ciência Política da UnB, e defende que essa seria uma ação que poderia ajudar a combater desigualdades raciais. O estudo foi financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso Nacional, e conta com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.   Liquidez imediata Essa gratuidade estaria relacionada ao transporte metropolitano de ônibus e trilhos. Os p...

*Protagonismo dos cartórios extrajudiciais gerou uma economia aos cofres públicos de quase R$ 9 bi desde 2007*

 


Com custo bem mais baixo, redução de tempo e etapas mais curtas em pelo menos nove atos realizados pelos cartórios extrajudiciais, a desjudicialização se tornou um movimento positivo e sem volta no Brasil. Juntos, os casamentos homoafetivos; reconhecimentos de paternidade; reconhecimentos de paternidade socioafetiva; retificações de prenome e gênero; mudanças de prenome e inclusões de nome familiar; divórcios; separações; partilhas e inventários, geraram uma economia aos cofres públicos de quase R$ 9 bilhões desde 2007.


Os dados integram o mais recente lançamento da 5ª edição 2023 do documento “Cartórios em Números”, organizado pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-BR) e divulgado oficialmente na última segunda-feira, 22 de janeiro. O acordo entre as partes, que não demanda litígio e pode ser intermediado por um notário ou registrador, vem desafogando a justiça e dando celeridade aos processos que poderiam levar pelo menos dois anos e passaram a ser resolvidos entre um e 15 dias. A facilidade de acesso do cidadão aos cartórios, presente em 5.586 municípios, é outro fator importante. No Ceará, são 491 cartórios.


Na casa dos bilhões em economia para os cofres públicos estão os atos de divórcios (R$ 2,5 bi) e de inventários (R$ 5,6 bi). Em ambos os casos, o procedimento no cartório leva um dia, ao custo de R$ 324,00, e o interessado deve apresentar apenas a escritura pública. Se o processo fosse via justiça, poderia levar no mínimo dois anos e com um custo de R$ 2.369,73 por processo, além de enfrentar sete etapas: petição inicial, contestação, réplica, fase probatória, sentença, fase recursal (1 a 3 tribunais) e cumprimento da sentença. 


Já os atos de casamentos homoafetivos geraram uma economia de R$ 160 milhões; de reconhecimento de paternidade de R$ 451 milhões; de reconhecimento de paternidade socioafetiva de R$ 19 milhões; de retificação de prenome e gênero de R$ 20 milhões; de mudança de prenome e inclusão de nome familiar de R$ 37 milhões; de separação de R$ 131 milhões e partilha de R$ 156 milhões. Tudo isso realizado de forma transparente, célere e eficiente.


Segundo o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Ceará (Anoreg-CE), Cláudio Pinho, “não à toa, 76% das pessoas que participaram da recente pesquisa do Instituto Datafolha consideram os cartórios como os mais confiáveis no país ante outros 14 órgãos públicos e privados”. Os cartórios, cabe destacar, empregam 96.875 pessoas diretamente, sendo 94.696 funcionários CLTs e sem qualquer custo para o estado. Juntos, os cartórios são, ainda, responsáveis pela criação de 2.179 postos de trabalho de funcionários estatutários.


* O tempo de tramitação dos processos no Judiciário (uma estimativa) foi estipulado a partir do tempo de tramitação de processos revelados no relatório “Justiça em Números” do CNJ. 

** O custo do processo na justiça comum foi baseado em estudo do Centro de Pesquisas sobre o Sistema Judiciário Brasileiro (CPJus), do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). 

*** Os custos dos atos feitos em Cartório levaram em consideração a tabela de emolumentos do estado de São Paulo. 

**** Média de valor de uma execução fiscal de acordo com levantamento feito pelo Ipea e pelo CNJ


*Fonte / imagens*: Cartórios em Números

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