Duelo marcará a estreia do Time do Povo no certame nacional Link para compartilhamento: Copiar Rafael Ribeiro/CBF O Ceará conheceu nesta quarta-feira, 18, o seu adversário na segunda fase da Copa do Brasil. A equipe de Porangabuçu enfrentará o Primavera/SP, que eliminou o Araguaína/TO ao vencer por 3 a 0, com gols de Luiz Fernando, Josiel e Neto. O confronto entre Ceará e Primavera acontecerá no dia 26 (quinta-feira), às 20 horas (de Brasília), na Arena Castelão. Para avançar à terceira fase, o Time do Povo precisará vencer a equipe paulista. Em caso de empate, a decisão será definida nas cobranças de pênaltis. O que está em jogo? Além de seguir na competição, o duelo poderá render R$ 1,53 milhão ao clube cearense. Por ingressar diretamente na segunda fase, o Ceará já tem garantida a cota de R$ 1,38 milhão. Tags: Ceara , Ceará x Primavera/SP , Copa do Brasil , Time do Povo ,
Professor da UFC é coautor de artigo publicado na “Nature” sobre papel dos manguezais amazônicos diante das mudanças climáticas
O Prof. Gabriel Nuto Nóbrega, do Departamento de Ciências do Solo e do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Ceará (UFC), é um dos coautores de artigo publicado no respeitado periódico científico Nature Communications. Intitulado “The inclusion of Amazon mangroves in Brazil’s REDD+ program” (https://www.nature.com/
O trabalho, que possui financiamento da National Geographic, “lança luz ao papel crucial dos ecossistemas de manguezais na mitigação das mudanças climáticas e na promoção das práticas sustentáveis do uso da terra, destacando os grandes estoques de carbono contidos naqueles manguezais e os benefícios potenciais de preservar esses ecossistemas vitais na região da Amazônia Legal”, segundo informa o Prof. Gabriel Nóbrega.
A pesquisa na qual se baseia o artigo tem a coordenação do Prof. Angelo Bernardino, da Universidade Federal do Espírito Santos (UFES), em parceria com pesquisadores de diversas universidades do Brasil (entre elas a UFC) e do exterior (Austrália e EUA). O grupo procedeu a um inventário de mais de 190 parcelas florestais nos manguezais da Amazônia (ao norte e oeste da foz do rio Amazonas).
De acordo com o Prof. Gabriel Nóbrega, o estudo se constitui em “um dos maiores levantamentos de estoque de carbono (C) dos manguezais da Amazônia, identificando como a mudança de uso da terra pode resultar na emissão de grande quantidade de C para a atmosfera”.
A partir do trabalho, o Prof. Gabriel explica que foram quantificados os estoques totais de carbono na ordem de 468 ± 67 Megagramas (Mg) ha−1. Esses índices, de difícil compreensão para leigos, significam “ser mais altos do que os biomas terrestres atualmente incluídos nos programas de financiamento de compensação de carbono do Brasil. A conversão dos manguezais resulta em emissões potenciais de 1.228 MgCO2e ha−1, que são três vezes maiores do que as emissões de uso da terra decorrentes da conversão da floresta amazônica”.
Ele acrescenta que o estudo fornece a base para a inclusão dos manguezais na Contribuição Nacionalmente Determinada (CND) do Brasil e que deter a perda de manguezais na Amazônia poderia potencialmente gerar quase 12 milhões de toneladas em crédito de carbono em um intervalo de 10 anos.
“Nossos estudos sugerem que, ao evitar a perda de um hectare de manguezal amazônico, chegamos a proteger o equivalente a mais de 100 hectares de florestas secundárias de terras altas. Por outro lado, evitar o desmatamento de manguezais do Norte do Brasil evita as emissões equivalentes àquelas emitidas por mais de 200 mil carros movidos a gasolina todos os anos”, destaca Prof. Gabriel.
Passada essa fase de estudos na Amazônia, os pesquisadores colaboradores agora estão quantificando os estoques de carbono de manguezais ao longo de toda a costa brasileira. “Nestes estudos, estamos identificando e confirmando padrões nos processos dos solos desses ambientes responsáveis por controlar a dinâmica e o acúmulo de carbono que auxiliarão nas estratégias para conservação e recuperação dos manguezais”, adianta ele.
Leia mais sobre a pesquisa no site da National Geographic (https://abre.ai/jdyX).
Fonte: Prof. Gabriel Nuto Nóbrega, do Departamento de Ciências do Solo e do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo do CCA/UFC − e-mail: gabrielnn@ufc.br
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