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*Às vésperas do 1º de Maio, exposição “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado, chama atenção para o debate sobre trabalho digno no Brasil*

 *Às vésperas do 1º de Maio, exposição “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado, chama atenção para o debate sobre trabalho digno no Brasil*   _Mostra em cartaz em Belém reúne cerca de 150 fotografias e dialoga com discussões atuais sobre precarização, tecnologia e jornada de trabalho_   Em meio ao avanço de debates no Brasil sobre trabalho digno e qualidade de vida, a exposição “Trabalhadores”, do fotógrafo Sebastião Salgado, ganha atualidade ao retratar cenários de esforço extremo, ausência de direitos e precarização que ainda persistem em diferentes partes do mundo e também no país. A mostra segue aberta ao público no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém, às vésperas do Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio.   Com cerca de 150 fotografias produzidas entre 1986 e 1992, em diversos países, a exposição apresenta um panorama histórico do trabalho humano em diferentes contextos sociais e econômicos. Mais do que um registro documental, as imagens estabelecem c...

Dólar sobe para R$ 5,58 e fecha semestre com alta de 15,15% Bolsa cai 0,32%, mas encerra mês com ganho de 1,49%

 Em mais um dia de nervosismo no mercado doméstico e internacional, o dólar encostou em R$ 5,60 e chegou ao maior valor em dois anos e meio. A bolsa de valores teve pequena queda, mas conseguiu fechar o mês com ganhos.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (28) vendido a R$ 5,588, com alta de R$ 0,081 (+1,46%). A cotação chegou a operar em baixa nos primeiros minutos de negociação, mas disparou ainda na primeira hora de funcionamento do mercado. Na máxima do dia, por volta das 15h45, chegou a R$ 5,59.

A moeda norte-americana está no maior valor desde 10 de janeiro de 2022, quando tinha fechado em R$ 5,67. A divisa subiu 6,47% apenas em junho e 15,15% no primeiro semestre. O euro comercial fechou em R$ 5,98 e aproxima-se dos R$ 6 pela primeira vez desde fevereiro de 2022.

O mercado de ações teve um dia de ajuste. Após dois dias seguidos de alta, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 123.911 pontos, com queda de 0,32%. Apesar do recuo de hoje, o indicador subiu 1,49% no mês. Em 2024, a bolsa recua 7,65%.

Fatores internos e externos tumultuaram o mercado nesta sexta-feira. Nos Estados Unidos, a divulgação de que a inflação ao consumidor desacelerou em maio animou o mercado no início do dia, mas as taxas dos títulos do Tesouro norte-americano voltaram a subir após o índice de confiança ao consumidor cair menos que o esperado. Juros altos em economias avançadas pressionam o dólar em países emergentes, como o Brasil.

Os principais fatores, no entanto, que influenciaram o mercado financeiro nesta sexta-feira foram externos. Tradicionalmente, o último dia útil do semestre é marcado pela forte demanda de dólares por multinacionais que remetem os lucros ao exterior.

Além disso, os investidores receberam mal uma entrevista em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou absurda a Taxa Selic de 10,5% ao ano. O déficit primário de R$ 63,9 bilhões do setor público em maio também repercutiu mal. O resultado negativo foi impulsionado pela antecipação do décimo terceiro da Previdência Social.

 

*Com informações da Reuters

Edição: Sabrina Craide

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