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FCF abre inquérito para investigar suposta manipulação em partida do Campeonato Cearense Série C

  Na tarde desta quinta-feira, 18, o jurídico da Federação Cearense de Futebol na pessoa do Dr. Eugênio Vasques e o Dr. Leandro Vasques, ingressou com um requerimento no Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Ceará bem como no Núcleo de Investigação Criminal, o NUINC, do Ministério Público, solicitando a abertura de instalação de inquérito e o afastamento cautelar do atleta no suposto caso de manipulação de resultados em partida do Campeonato Cearense Série C. Sob o aguardo do relatório da empresa Sportradar, responsável por analisar dados esportivos para casas de apostas, informamos que iremos adotar as medidas necessárias no âmbito da justiça desportiva, bem como também comunicar o fato ao Núcleo de Investigação Criminal, o NUINC, do Ministério Público, para que também analise a situação a nível criminal. Portanto, pedimos a extensão da eventual decisão adotada pelo Tribunal de Justiça Desportiva, a nível do estado do Ceará, e também que fosse encaminhada ao STJD e ao Tribunal

Ministro Fachin reafirma que marco temporal é inconstitucional Declaração foi em audiência com parlamentares e indígenas Share on WhatsApp Share on Facebook Share on Twitter Share on Linkedin

 O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou nesta quarta-feira (10) que a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas é inconstitucional.

A declaração de Fachin foi proferida durante audiência com parlamentares e representantes de movimentos indigenistas para tratar da questão.

O ministro é relator do processo no qual o Supremo definiu que a tese é inconstitucional. Apesar da decisão, o Congresso validou no ano passado o marco temporal ao derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei favorável à tese.

Pela tese, os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Na audiência, o ministro Fachin reafirmou seu posicionamento contrário ao marco temporal.

"A Constituição é um parâmetro de controle quanto ao marco temporal. No julgamento do recurso extraordinário já apreciado, eu já tive a oportunidade de dizer no voto que, à luz do parâmetro constitucional, não tenho dúvida alguma a acerca da inconstitucionalidade do marco temporal", declarou.

Conciliação

No início deste mês, o ministro Gilmar Mendes marcou para 5 de agosto o início dos trabalhos da comissão de conciliação que vai tratar das ações que envolvem o marco temporal. 

Em abril, o ministro negou pedido para suspender a deliberação do Congresso que validou o marco temporal e determinou que a questão deveria ser discutida previamente durante audiências de conciliação. As reuniões estão previstas para seguir até 18 de dezembro deste ano.

Gilmar Mendes é relator das ações protocoladas pelo PL, o PP e o Republicanos após a decisão da Corte e a derrubada do veto presidencial pelo Congresso. Os processos pretendem manter a validade do projeto de lei que reconheceu o marco. O ministro também relata processos nos quais entidades que representam os indígenas e partidos governistas contestam a constitucionalidade da tese.

Durante a audiência, o coordenador jurídico da Articulação dos Povos Indígenas (Apib), Maurício Terena, criticou o envio da questão para conciliação e defendeu que Edson Fachin seja escolhido novo relator das ações por já ter atuado na mesma função. 

"A gente se encontra com nosso direito de jurisdição cerceado porque o ministro não responde à petição da Apib e marca uma conciliação que está prevista para negociar direitos fundamentais", afirmou.

Dinaman Tuxá, coordenador da Apib, alertou que o marco temporal acentuou a violência nas comunidades indígenas e defendeu a suspensão imediata do projeto de lei que validou a tese. 

"Estamos entendendo que entramos em uma negociação perdendo. Não estamos vendo perspectivas de ganho. Temos várias reintegrações de posse em curso aplicando-se a lei", afirmou.

Por ser o relator da ação na qual o Supremo declarou o marco temporal inconstitucional, Fachin liberou para julgamento recursos para esclarecer a decisão. Caberá ao presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, agendar o julgamento.

Edição: Fernando Fraga

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