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Copa do Nordeste tem rodada decisiva nesta quarta-feira (29)

  A Primeira Fase da Copa do Nordeste chegará ao fim nesta quarta-feira (29), com jogos simultâneos a partir das 21h30. Na Arena Castelão, o Fortaleza recebe o Sport/PE pensando apenas na vitória. Pelo Grupo D, o Leão do Pici tem sete pontos e ocupa a 3ª posição, além de torcer para que Retrô/PE ou ABC/RN não vençam na rodada. Já o clube pernambucano está classificado e assegurou o topo do Grupo C, com 12 pontos somados. O confronto será transmitido ao vivo pelo SBT e pelo Sportynet. Na Arena das Dunas, ABC/RN e Ferroviário têm encontro marcado. Pelo Grupo C, o Tubarão da Barra ocupa a 3ª posição, com sete pontos, e, além de precisar da vitória, torce para que o Ceará não vença seu jogo. Pelo Grupo D, o clube potiguar é o líder, também com sete pontos, e depende apenas de si para confirmar sua vaga. As emoções do confronto serão transmitidas ao vivo pelo Canal do Benja. Em São Luís, o Ceará visita a equipe do Maranhão no Castelão dependendo apenas de si para garantir sua classifica...

Povos indígenas criam protocolo para reaver peças do exterior Grupo de Trabalho viabilizou o retorno do manto Tupinambá ao Brasil

 Ministério dos Povos Indígenas (MPI) está desenvolvendo ações para que os povos indígenas tenham acesso a bens e objetos de suas culturas que estão em museus localizados no exterior. O Grupo de Trabalho de Restituição de Artefatos Indígenas, criado em 2023, é responsável pelo processo, por causa da necessidade de lidar com o retorno de peças inestimáveis para o Brasil.

A primeira iniciativa do grupo foi tratar do retorno do manto Tupinambá, pertencente ao povo de mesmo nome que habita o sul da Bahia, o que motivou um debate mais amplo sobre a repatriação de outros artefatos, documentos, peças e objetos que estão fora do Brasil levados durante a colonização.  

Objeto raro, o manto retornou da Dinamarca, mais precisamente do Museu Nacional do país nórdico, e chegou ao Museu Nacional, no Rio, na última quinta-feira (11). No dia anterior (10), 598 artefatos de 40 povos indígenas do Brasil que estavam no Museu de História Natural de Lille, na França, também voltaram ao país de origem.

“Isso é mais que um mero retorno. É um processo de reparação histórica como um todo, com o envolvimento ativo do GT, que olhou para o manto como ponto de partida para a criação de uma política pública que vai aproximar povos indígenas de objetos muitas vezes sagrados”, disse a ministra Sonia Guajajara. 

Os participantes do GT notaram que, a partir da experiência adquirida com o envolvimento dos múltiplos órgãos para trazer o manto de volta, é necessário construir recomendações para esses retornos, para firmar fluxos e protocolos para povos indígenas terem acesso aos espaços que os armazenam. O grupo trabalha para desenvolver metodologias no âmbito jurídico, administrativo e cultural ao lidar com a possibilidade de devolução e recepção dos artefatos. 

Há registros de outros mantos Tupinambás em museus europeus que teriam sido produzidos nos séculos 16 e 17 e que foram trocados ou simplesmente saqueados durante a colonização. No Brasil, fisicamente, não restou nenhuma peça.

A previsão é que o manto passe a ser exibido no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista ainda neste semestre. O museu perdeu cerca de 80% do acervo por um incêndio ocorrido em setembro de 2018.

Edição: Sabrina Craide

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