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*Mulheres concentram maior estresse financeiro e enfrentam mais barreiras para planejar o futuro*

*Mulheres concentram maior estresse financeiro e enfrentam mais barreiras para planejar o futuro* _Segundo a ANBIMA, desigualdade de renda, sobrecarga doméstica e menor acesso à educação financeira ajudam a explicar porque brasileiras poupam e investem menos._ No Brasil, o Dia das Mães costuma destacar o papel central dessas mulheres no cuidado com a família, inclusive na organização do orçamento doméstico. Mas, quando o assunto é planejamento financeiro, os dados mostram um cenário de alerta: quem cuida das contas da casa está também entre as mais pressionadas financeiramente. Uma pesquisa divulgada em agosto de 2025 pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados do IBGE, indicou que mais de 41 milhões de lares no país são chefiados por mulheres, um avanço em autonomia que, ao mesmo tempo, evidencia o acúmulo de responsabilidades e desafios. São elas que organizam o orçamento, priorizam despesas essenciais e garantem o equilíbrio das contas no fim do mês.  Dados de 2026 do ...

Depois de queda em julho, produção industrial cresce 0,1% em agosto Em 12 meses, setor apresenta alta de 2,4%

 A produção da indústria brasileira cresceu 0,1% na passagem de julho para agosto, impulsionada principalmente pela indústria extrativa, que inclui petróleo e mineração. O resultado é uma ligeira recuperação após a queda de 1,4% em julho. Ao longo de 2024, o setor tem expansão de 3%. No acumulado de 12 meses, o resultado é positivo em 2,4%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com os resultados apresentados, a indústria brasileira se encontra 1,5% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. No entanto, se posiciona ainda 15,4% abaixo do nível mais alto já registrado, em maio de 2011.

Apesar de a produção industrial ter ficado no campo positivo na passagem de julho para agosto, o detalhamento da pesquisa revela que houve recuo em 18 dos 25 ramos industriais pesquisados.

O índice de difusão ficou em 56,7%. Esse indicador mostra o percentual de produtos que tiveram expansão, entre os 789 investigados.

Ao analisar um período de três meses, o que permite perceber a tendência do setor, o gerente da pesquisa, André Macedo, destaca que “o saldo da produção industrial é positivo, já que o total da indústria cresceu 4,4% em junho”.

“Esse movimento também fica evidenciado quando observamos o índice de média móvel trimestral, que permanece com trajetória ascendente desde meados de 2023”, completa.

No entanto, Almeida aponta também um sinal de alerta envolvendo a indústria de transformação, segmento que transforma matéria-prima em produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria.

"O fato de a indústria de transformação ter ficado negativa em 0,3%, sendo o segundo mês seguido de recuo [-1,7% em dois meses]. Dentro dela, houve predominância de atividades mostrando queda na produção. São sinais de alerta importantes".

Influências

Na indústria como um todo, em agosto ante julho, a influência positiva mais importante veio das indústrias extrativas (notadamente petróleo, gás natural e minério de ferro), com alta de 1,1%.

Outras contribuições positivas foram os setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,6%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4%) e de produtos químicos (0,7%).

Por outro lado, o grupo veículos automotores, reboques e carrocerias teve queda de 4,3%. Outros impactos significativos incluem segmento de produtos diversos (-16,7%) e impressão e reprodução de gravações ( -25,1%).

Sobre a produção de veículos, que vinha em alta há dois meses, o gerente da pesquisa disse que “é mais uma característica desse mês do que propriamente uma tendência de reversão do quadro positivo dessa atividade nos últimos meses”.

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