1º de Maio em Fortaleza mobiliza trabalhadores por fim da escala 6x1
Ato unificado será realizado nesta sexta-feira (1º), às 15h, no Espigão da Rui Barbosa, com pautas que incluem direitos trabalhistas, combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres e transporte público
Publicado: 29 Abril, 2026 - 10h11
Escrito por: Redação CUT | Editado por: Tarcísio Aquino

Fortaleza recebe, nesta sexta-feira (1º), o ato unificado do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, organizado pelas centrais sindicais e movimentos sociais. A concentração está marcada para as 15h, no Espigão da Rui Barbosa, na Praia de Iracema. A mobilização integra a agenda nacional do 1º de Maio, que ocorre em diversas cidades do país com foco na ampliação de direitos e na valorização do trabalho.
Entre as principais reivindicações estão o fim da escala 6x1, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o combate à precarização e à pejotização, além da defesa do transporte público gratuito e do enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.
O presidente da CUT Ceará, Wil Pereira, afirma que o ato é parte de um processo de mobilização permanente da classe trabalhadora. Segundo ele, a pauta da redução da jornada tem ganhado força diante das condições atuais de trabalho e conta com amplo apoio popular. Levantamento do Datafolha aponta que a maioria da população brasileira é favorável ao fim da escala 6x1 e à redução da jornada, indicando respaldo social às reivindicações apresentadas pelas centrais sindicais.
“A luta pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada sem redução de salários é central neste momento. Estamos falando de garantir mais qualidade de vida, mais tempo para a família e para o descanso, sem abrir mão de direitos. É uma pauta que dialoga diretamente com a realidade de milhões de trabalhadores e trabalhadoras”, disse.
Wil também destacou o caráter político do 1º de Maio deste ano. “Os trabalhadores irão às ruas para pressionar o Congresso e avançar em propostas que enfrentem desigualdades históricas. Não é apenas uma reivindicação pontual, é a construção de um novo pacto social que coloque a dignidade humana acima da exploração.”
A secretária de Organização e Política Sindical da CUT Brasil, Graça Costa, reforçou que o 1º de Maio deste ano amplia o leque de reivindicações históricas da classe trabalhadora.
“Além da redução da jornada e do combate à precarização, também estão no centro das mobilizações o fortalecimento da negociação coletiva, a garantia de negociação para servidores públicos e a regulamentação do trabalho por aplicativos, assegurando direitos e proteção social”, afirmou.
No Ceará, uma das pautas de destaque será o combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. A secretária de Mulheres da CUT Ceará, Claudinha Silva, ressalta que o tema precisa estar no centro das mobilizações e integra a agenda nacional das centrais.
“Não existe justiça social sem enfrentar o feminicídio e todas as formas de violência contra as mulheres. Essa é uma pauta urgente, que precisa estar no centro das mobilizações, porque diz respeito à vida e à dignidade das trabalhadoras brasileiras”, disse.
Outra bandeira presente no ato é a defesa da tarifa zero no transporte público. Para os organizadores, garantir mobilidade gratuita é uma medida que impacta diretamente o acesso ao trabalho, à educação e aos serviços essenciais.
O ato em Fortaleza reúne entidades como CUT, CTB, CSB, Intersindical e movimentos populares, reforçando a unidade das organizações na defesa de direitos. A expectativa é de que trabalhadores de diversas categorias participem da mobilização, que também terá caráter cultural e político.
Serviço
O quê: Ato unificado do 1º de Maio – Dia do Trabalhador e da Trabalhadora
Quando: Sexta-feira (1º), às 15h
Onde: Espigão da Rui Barbosa, Praia de Iracema, em Fortaleza
Quem organiza: Centrais sindicais e movimentos sociais
Pautas: Fim da escala 6x1; redução da jornada sem redução salarial; combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres; tarifa zero no transporte público; valorização do trabalho e ampliação de direitos
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