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Seleção feminina encara Estados Unidos esta noite em São Paulo Preparatório para Copa de 2027 tem início às 18h30 na Neo Qumíca Arena

  Em meio à preparação para a Copa do Mundo de 2027 no Brasil, a seleção feminina encara na noite deste sábado (6) a equipe dos Estados Unidos, atual campeã olímpica e vice-líder no ranking da Fifa. O jogo às 19h (horário de Brasília) na Neo Química Arena, em São Paulo, será o primeiro de dois amistosos contra as norte-americanas, que voltam a competir em território nacional após hiato de quase 12 anos. Depois da capital paulista, Brasil e EUA voltam a duelar na próxima terça (9), às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza. A meio-campista Marta ainda é dúvida para o jogo desta noite. A jogadora participou do último treino na sexta (5), depois ter sido poupada das atividades ao longo da semana em razão de desconforto na região posterior da coxa.  “A princípio, eu senti ela muito bem no treinamento. Achei um nível muito bom de jogo, mas deu pouco tempo”, disse Elias, que vai aguardar a avaliação do departamento médico para decidir se escala a jogadora para o jogo desta noite. A ...

*Documentário “Tempo Bom” investiga o universo da cannabis medicinal e seus múltiplos usos*

 *Documentário “Tempo Bom” investiga o universo da cannabis medicinal e seus múltiplos usos*


_Curta-metragem propõe estímulo ao debate e sensibilização da sociedade sobre o tema, entrelaçando histórias reais, ciência, cultura e espiritualidade_

 

A primeira etapa das filmagens do curta-metragem “Tempo Bom” será concluída no próximo fim de semana, em Fortaleza. Com um olhar expositivo, poético e observacional, o documentário registra histórias reais de pessoas e instituições que atravessam o universo da Canabis Medicinal e suas diversas funcionalidades.


O projeto é uma parceria entre o artista visual Isleudo Soares (Pirata Hemfil) e o psicólogo e produtor Hidário Matos, unindo arte urbana, recursos ficcionais, escuta sensível e pesquisa para construir uma narrativa sensorial “da semente ao paciente”. A proposta da dupla é conectar histórias de famílias, especialistas e personagens do ecossistema em uma experiência humana e contemporânea, além de lançar luz ao tema. 


“O filme convida a um olhar com mais humanidade para uma pauta que ainda carrega preconceitos, mas que já traz benefícios para vida de milhares de famílias”, pontua Hidário Matos. “Em nosso curta, a planta milenar reina como a grande personagem e seus múltiplos usos são símbolos de cuidado, resistência, economia e transformação social”.


Para dar vida a essa obra, a equipe conta com os talentosos Alex Meira, na Direção de Fotografia; Rui Ferreira, na Edição; Daniel Mota Belém e Wellington Vieira, no Som Direto e Assistência; Idson Ricart, na Trilha Sonora Original; e Bruno Monteiro e Márcia Medeiros assinam a produção.


“Tempo Bom” foi um dos projetos contemplados no 15º Edital Ceará de Cinema e Audiovisual. Para a dupla de diretores, a premiação reflete o momento fecundo em torno do tema. O curta teve filmagens em Aquiraz, Capistrano e Caucaia, além de Fortaleza.


*Ampliação do alcance*


A um tempo em que o filme entra em fase de edição, a equipe de “Tempo Bom” busca apoio e patrocínio, via Lei Rouanet, para ampliar a abordagem e o alcance da produção. A ideia é convidar empresas e instituições a se associarem a um projeto audiovisual de relevância cultural e social, com potencial de circulação e impacto, por abordar um tema atual sob uma linguagem artística rigorosa e acessível.

 

“Falar da ‘Plantinha’ é falar de tempo… tempo de cuidado, de espera e de transformação. Esse é o melhor tempo da ‘Plantinha’! E um tempo muito bom para os que se relacionam com ela”, arremata Hidário.

 

*LOGLINE*

“Tempo Bom” acompanha, a partir do Ceará, mães, pacientes, profissionais e o impacto da planta em suas vidas. Entre ciência e afeto, o filme revela como essa luta íntima se torna um debate público urgente no Brasil.

 

*SINOPSE*

Tempo Bom é um documentário de curta-metragem que investiga e celebra o universo da Cannabis Medicinal no Ceará. Entrelaça histórias reais, ciência, cultura e espiritualidade, tratando a planta como personagem simbólica, testemunha e agente de transformação social. A linguagem combina realismo poético com observação documental, com trilha sonora original, criando uma experiência sensorial e humana.

 

*EQUIPE TÉCNICA*

Direção: Isleudo Soares e Hidário Matos 

Pesquisa e Roteiro: Hidário Matos

Produção Executiva: Daniel Leão e Sérgio Granja

Direção de Produção: Bruno Monteiro

Coordenação de Produção: Márcia Medeiros

Direção de Fotografia: Alex Meira

Assistente: Wellington Viera

Som Direto: Daniel Mota Belém

Edição: Rui Ferreira

Trilha sonora Original: Idson Ricart 

 

*ENTREVISTA*

Hidário Matos

 

*“Tempo Bom é um filme sobre uma planta e o melhor tempo para pessoas que se relacionam com ela”*

 

Como surgiu a ideia de realizar “Tempo Bom”?


A ideia de Tempo Bom nasce da vida real, da nossa história, pois ambos somos pacientes, nos tratamos há anos com essa planta e isso nos fez adentrar nesse universo mágico.  Idealizamos esse projeto desde 2021. Aos poucos fomos vivenciando mais e mais o fenômeno da planta e percebendo o movimento crescer a cada dia, criando uma linda rede de agentes e ativistas que encontraram a planta e seus poderes terapêuticos. 

Sabíamos que estava acontecendo uma transformação em torno do tema e que as mudanças, embora lentas, estavam acontecendo, dentro das casas, dos consultórios, das ruas. Para nós esse é o melhor tempo da planta e o melhor tempo das pessoas que se relacionam com ela. Precisávamos falar sobre isso com a sensibilidade que o assunto exige.

O filme nasce, então, como um gesto de ativismo e de responsabilidade social. Um desejo de registrar esse momento histórico em que a cannabis medicinal deixa de ser tabu para se tornar ferramenta de cuidado, dignidade e esperança.

 

Qual a abordagem que vocês estão usando para tratar do tema?


A gente optou por uma abordagem expositiva, poética e observacional, sem recorrer a uma narração tradicional. Ele já passou por algumas mudanças em sua abordagem. Pois quando idealizamos, o roteiro era muito pautado no método clássico das entrevistas. Daí percebemos que queríamos algo mais artístico, com mais poesia, lançando mão de outras formas de comunicar.

O filme não quer ensinar de forma didática, ele quer fazer sentir, fazer perceber o que já é. A informação estará presente, a partir de diversos objetos e abordagens, inclusive nas vivências: nas falas das mães, nos gestos dos profissionais, nas rotinas e na cultura. 

É um filme que constrói sentido pela montagem, pelo som, pelas relações entre as cenas, elaborando um mosaico afetivo e alternando a temporalidade rítmica. A gente mistura ciência, cultura, fé, mercado e cotidiano para mostrar que esse tema não pertence a um único lugar, ele atravessa a vida como um todo e isso deve ser revelado com cuidado e estática.

 

Do ponto de vista estético, qual o diferencial que o curta trará?


O grande diferencial está na forma como a linguagem cinematográfica se integra ao tema.

A gente trabalha com uma estética de mosaico sensorial, com cortes secos, elipses, pontes sonoras com músicas de referência e uma montagem que conecta imagens de forma quase orgânica, como se o filme respirasse junto com a planta e com as pessoas. 

Um belo diferencial está no campo da surpresa, que são recursos ficcionais que usaremos como forma de crítica social. Também o desafio de construir pequenas narrativas com músicas de sucesso.

Além disso, tratamos a “Plantinha” como uma espécie de personagem simbólica. O ciclo da planta acompanha o ciclo humano, da semente ao cuidado, da criança ao idoso, do desconhecimento ao entendimento.

A trilha sonora original, com referências afro-indígenas e instrumentos orgânicos, também ajuda a construir essa experiência sensorial e afetiva.

 

Na sua opinião, qual a relevância de abordar esse assunto no cinema hoje?


A relevância é urgente e de importância vital para a sociedade. Todos devem conhecer melhor essa planta e os benefícios que ela traz. Para pessoas, animais e meio ambiente.

A gente está falando de saúde, de acesso, de qualidade de vida, mas também de desinformação, preconceito e desigualdade. Muitas pessoas ainda não têm acesso nem à informação, muito menos a esse tratamento, que pode mudar suas vidas. 

Outro ponto gritante é o fato de estarmos tratando de um setor que movimenta bilhões nos lugares de regulamentação mais avançadas. E o cinema tem a capacidade de atravessar essas barreiras e levar a informação muito longe e por muito tempo. Ele humaniza o debate e tira o tema do campo abstrato. Aí é quando revelamos verdades e atualidades sobre o tema.

Mais do que falar sobre maconha, o filme fala sobre cuidado, sobre direito e sobre o tempo em que a gente vive. E esse é um debate que precisa chegar a mais pessoas, de forma responsável e sensível.


Como você espera que o público receba o filme?


A gente espera que o público se reconheça. Que compreenda melhor os benefícios dessa planta universal.

Que as pessoas saiam do filme com mais empatia, mais curiosidade e menos julgamento. Que consigam enxergar além dos estigmas e assimilem as histórias humanas que existem por trás desse tema. Sobretudo, que avaliem seu preconceito e aceitem que todos fomos enganados quanto às serventias dessa planta milenar.

A gente não pensou em um filme para convencer, mas para revelar o que está acontecendo e em curso em torno da “Plantinha”.

Se ao final alguém disser “eu não sabia que era assim”, ou “isso me fez pensar diferente”, a gente já entende que o filme cumpriu o seu papel. 

 

*LINK PARA FOTOS:*

https://drive.google.com/drive/folders/10rbGllwxHhNt0PqFRueSDaMDdSsrQAx1?usp=sharing

 

IMAGENS: ALEX MEIRA/DIVULGAÇÃO

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