Mesmo com efeito suspensivo, Anvisa mantém orientação de não utilizar produtos da Ypê Agência determinou recolhimento de produtos após identificar falhas graves na produçãoMesmo com efeito suspensivo, Anvisa mantém orientação de não utilizar produtos da Ypê Agência determinou recolhimento de produtos após identificar falhas graves na produção

AAgência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que mantém a avaliação técnica do risco sanitário na linha de fabricação dos produtos da marca Ypê, fabricados pela empresa Química Amparo (CNPJ 43.461.789/0001-90), na unidade localizada em Amparo (SP). Como a empresa apresentou recurso contra a Resolução 1.834/2026, as ações determinadas pela Anvisa estão sob efeito suspensivo até o julgamento pela Diretoria Colegiada da Anvisa, previsto para ocorrer nos próximos dias.
Mesmo com o efeito suspensivo, a Anvisa recomenda que os consumidores não usem os produtos indicados, por segurança. É de responsabilidade da empresa orientar cidadãs e cidadãos, por meio do seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), sobre procedimentos de recolhimento, troca, devolução, ressarcimento ou outras providências cabíveis.
Suspensão e recolhimento
Nesta quinta-feira (7/5), a Resolução 1.834/2026 da Anvisa suspendeu a fabricação e determinou o recolhimento de produtos lava-louças (detergente), sabão líquido para roupas e desinfetante da marca, de todos os lotes com numeração final 1.
A decisão foi tomada a partir de avaliação técnica de risco sanitário, conduzida pela Anvisa em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), após inspeção conjunta realizada com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo) na semana passada.
Durante a inspeção, foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo. Entre eles, incluem-se falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. Os problemas identificados comprometem o atendimento aos requisitos essenciais de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de ocorrência de contaminação microbiológica, ou seja, presença indesejada de microrganismos patogênicos.
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