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Iguatu e Ferroviário jogam em casa pelas Oitavas da Série D

  Iguatu e Ferroviário jogam em casa pelas Oitavas da Série D 25/07/2026 00:03 Neste final de semana, os times cearenses entram em campo pelos jogos de volta das oitavas de final do Campeonato Brasileiro Série D. No Sábado (25), às 16h, o Iguatu recebe o Nacional/AM, no Estádio Morenão. No jogo de ida, o Azulão conquistou um empate por 1 a 1 nos acréscimos, deixando tudo em aberto para o duelo em seus domínios. No Domingo, o Ferroviário encara o Goiatuba/GO, às 17h, no Estádio Presidente Vargas. Na primeira partida entre as equipes, o Tubarão da Barra saiu derrotado por 3 a 0 e vai em busca de uma vitória por 3 gols ou mais de diferença para sonhar com a vaga para às quartas de final. Guido Nobre Departamento de Comunicação Federação Cearense de Futebol (85) 3206-6523 imprensa@futebolcearense.com.br

CNDH manifesta preocupação com camelôs após Programa Tolerância Zero Prefeitura do Rio afirma que iniciativa ordena praia e combate crimes

 

CNDH manifesta preocupação com camelôs após Programa Tolerância Zero

Prefeitura do Rio afirma que iniciativa ordena praia e combate crimes
Anna Karina Carvalho - repórter da Agência Brasil
Publicado em 25/07/2026 - 09:01
Rio de Janeiro
Cariocas e turistas lotam a praia de Ipanema no primeiro final de semana da primavera
© Tomaz Silva/Agência Brasil
Versão em áudio

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) divulgou nesta sexta-feira (24) nota pública em que manifesta "profunda preocupação" com a implementação do Programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro.

O CNDH considera que a iniciativa adotada para intensificar o ordenamento da orla inclui medidas voltadas aos trabalhadores ambulantes que têm provocado violações de direitos humanos.

No documento, o conselho declara apoio às medidas requeridas pelo Ministério Público Federal (MPF) e defende a suspensão imediata dos efeitos do Decreto Municipal nº 58.256/2026, que instituiu o programa, no que se refere à atuação sobre os vendedores ambulantes.

Segundo o CNDH, o enfrentamento ao crime organizado é uma obrigação do Estado, mas não pode resultar na estigmatização de uma categoria profissional.

Para o órgão, a adoção de políticas de caráter exclusivamente repressivo e o uso da expressão "tolerância zero" sinalizam uma lógica de exclusão social de populações em situação de vulnerabilidade dos espaços públicos da cidade.

A nota acompanha os argumentos do MPF, sustentando que as praias marítimas são bens da União. Diante disso, o CNDH afirma que a intervenção promovida pelo município nas orlas do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon ocorreu sem adesão prévia ao Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP) e sem a elaboração de um Plano de Gestão Integrada (PGI), instrumentos previstos para a gestão compartilhada desses espaços.

O CNDH também pondera que o trabalho ambulante é uma atividade profissional reconhecida por lei e representa a principal fonte de renda de milhares de famílias. Segundo o conselho, a atual política de fiscalização dificulta o exercício da atividade sem apresentar mecanismos efetivos de regularização, comprometendo o direito constitucional ao livre exercício do trabalho e ao chamado mínimo existencial.

Outro ponto destacado refere-se às denúncias de violência durante as operações de fiscalização. O documento menciona relatos apresentados por movimentos sociais, entre eles o Movimento Unido dos Camelôs (Muca), de agressões contra trabalhadores ambulantes, incluindo o uso de spray de pimenta contra mulheres migrantes e crianças.

Para o colegiado, caso confirmadas, as ocorrências configuram graves violações de direitos humanos e reforçam a necessidade de protocolos rigorosos para prevenir o uso desproporcional da força por agentes públicos.

 

Rio de Janeiro (RJ), 08/07/2026 – Camelôs protestam contra decreto da prefeitura do Rio de Janeiro que restringe o comércio ambulante na cidade, ato ocorre em frente a prefeitura, na região central da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Camelôs protestam contra decreto da prefeitura do Rio de Janeiro que restringe o comércio ambulante na cidade. Foto: - Tomaz Silva/Agência Brasil

Na nota, o órgão também argumenta que os impactos da política recaem principalmente sobre pessoas negras, pardas, migrantes e refugiadas, grupos que encontram no comércio informal uma alternativa de geração de renda diante das dificuldades de inserção no mercado formal de trabalho. O conselho afirma que a ausência de políticas específicas para esses segmentos desconsidera compromissos assumidos pelo Brasil em tratados internacionais de proteção a refugiados e migrantes.

O CNDH critica ainda a ausência de participação social na formulação das medidas para a orla carioca. Segundo o documento, a gestão desses espaços deve observar as diretrizes do Projeto Orla, política federal que prevê planejamento participativo com envolvimento de órgãos públicos, sociedade civil e trabalhadores.

O colegiado defende a criação de uma mesa permanente de diálogo para construção de um plano de ordenamento urbano inclusivo e participativo, bem como a adoção de protocolos específicos para prevenir o uso excessivo da força durante ações de fiscalização.

Prefeitura afirma combater crime organizado

O Programa Tolerância Zero teve início na manhã de 16 de julho, com a apreensão de mercadorias e revolta dos ambulantes, que realizaram uma manifestação na orla de Copacabana, que se estendeu até ao Leme, em frente ao Copacabana Palace.

Segundo a prefeitura, o objetivo da operação é combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado

“Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento com origem criminosa é crime. O recado é para que, a partir da data do início dessa operação, essas pessoas não procurem ocupar esses espaços ilegalmente, porque a tolerância vai ser zero. Quando você não tem legalização, você não pode desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.

Segundo a prefeitura, a estrutura irregular reúne cerca de 1 mil ambulantes e movimenta aproximadamente R$ 100 milhões por ano apenas com a locação clandestina de pontos, depósitos e equipamentos. 

A administração municipal afirma que o enfrentamento visa desarticular as estruturas que sustentam a exploração irregular do espaço público e interromper fontes de financiamento e cadeias logísticas associadas ao crime organizado.

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