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Estudantes de Jornalismo da UFC conquistam sete prêmios na Expocom e mestranda vence prêmio de pesquisa no Intercom Nordeste

  Estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) conquistaram sete prêmios na Exposição de Pesquisa e Produção Experimental em Comunicação (Expocom), realizada durante o Intercom Nordeste 2026, enquanto uma mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFC recebeu o Prêmio Intercom de Comunicação para Transformação Social. O congresso ocorreu do dia 8 ao dia 10 de julho, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Caruaru (PE). O Intercom Nordeste é um congresso regional que reúne estudantes, pesquisadores e docentes da área de Comunicação. (Foto: Divulgação) Na Expocom, o Curso de Jornalismo da UFC foi finalista em 14 categorias, com 23 trabalhos indicados na etapa local. As sete produções premiadas incluem trabalhos desenvolvidos em disciplinas, trabalhos de conclusão de curso e projetos institucionais vinculados ao curso. Os trabalhos vencedores foram: JO04 – Revista-laboratório: Vozes das Ruas (edições 2, 3 e 4) , de Taís Lusto...

Com Copa 2027 no horizonte, CBF apresenta panorama do futebol feminino no Brasil Nos últimos cinco anos, competições adultas e de base femininas cresceram em número de partidas, clubes participantes, transmissão e valores das cotas de participação e premiação

 Final do Campeonato Brasileiro Feminino 2025 reuniu mais de 41 mil torcedores

Final do Campeonato Brasileiro Feminino 2025 reuniu mais de 41 mil torcedores

Staff Images/CBF

O futebol feminino vem numa crescente no Brasil, com um calendário de competições nacionais com mais jogos, datas e clubes participantes, além de um valor maior nas cotas de participação e premiações. A um ano da Copa do Mundo Feminina 2027, que será realizada no país entre 24 de junho e 25 de julho, a modalidade deve ganhar ainda mais projeção.

Em cinco anos, de 2021 para 2026, o número de competições femininas subiu de seis para nove (aumento de 50%); a quantidade de clubes disputando as competições adultas ou da base de 58 para 79 (36%); e de partidas de 398 para 712 (79%).

Olhando apenas para o último ano, cinco novos times começaram a competir na base. O principal avanço, porém, foi no número de partidas, com aumento nos jogos do A1 (25%), A2 (91%) e A3 (62%) do Brasileirão e da Copa do Brasil (12,5%).

Para promover maior visibilidade das partidas, a CBF também assumiu, por meio da CBF TV, a transmissão de 100% dos jogos da Copa do Brasil Feminina e dos Brasileiros A1, Sub-20 e Sub 17 e das quartas, semifinais e finais dos Brasileiros A2 e A3.

Evolução em números

2021

6 competições: Brasileiro A1, Brasileiro A2, Brasileiro Sub-18, Brasileiro Sub-16, Liga Sub-16 e Liga Sub-14

Nº de clubes: 58, sendo 52 clubes em competições adultas

Partidas: 398

2025

9 competições: Brasileiro A1, Brasileiro A2, Brasileiro A3, Supercopa Feminina, Copa do Brasil, Brasileiro Sub-20, Brasileiro Sub-17, Liga Sub-16 e Liga Sub-14

Nº de clubes: 74, sendo 65 em competições adultas

Partidas: 563

2026

9 competições: Brasileiro A1, Brasileiro A2, Brasileiro A3, Supercopa Feminina, Copa do Brasil, Brasileiro Sub-20, Brasileiro Sub-17, Liga Sub-16 e Liga Sub-14

Nº de clubes: 79, sendo 66 em competições adultas

Partidas: 712 (aumento de 26,4% em relação a 2025)

Copa do Brasil Feminina retornou ao calendário nacional de competições após 8 anosCréditos: Staff Images/CBF

Desenvolvimento de talentos

A gerente de Competições Femininas da CBF, Aline Pellegrino, explica que, quanto mais competições em diferentes categorias, maior a capacidade de desenvolver talentos, aumentar o nível competitivo e preparar atletas para o alto rendimento.

“Quando ampliamos o calendário, damos às atletas aquilo que elas mais precisam para se desenvolver: tempo de jogo. Mais minutos em campo significam mais experiência, maior evolução técnica e uma preparação mais consistente”, justifica.

Ao mesmo tempo, os clubes passam a ter melhores condições para planejar toda a temporada, desde a pré-temporada até a integração entre as competições nacionais e os campeonatos estaduais. Isso traz mais previsibilidade, favorece investimentos e fortalece a estrutura das equipes.

As divisões do Campeonato Brasileiro são reflexo do crescimento do futebol feminino. Estabelecido em 2013, o torneio se dividiu para o A2 em 2017 e para o A3 em 2022. Já a Copa do Brasil, criada em 2007, saiu do calendário em 2017 e retornou no ano passado com um critério técnico que reúne clubes das Séries A1, A2 e A3.

“A decisão da CBF mostra um compromisso real com o desenvolvimento do futebol feminino em todas as regiões do Brasil. Mais do que resgatar uma competição tradicional, é um passo importante na consolidação da modalidade, já que amplia oportunidades e valoriza o trabalho que vem sendo feito nos campeonatos estaduais”, destaca Aline Pellegrino.

Histórico das competições femininas no BrasilCréditos: Talita Rodrigues/CBF

Valores e comparativo 2025/2026 por competição

Em novembro, a CBF divulgou o planejamento para 2026 não só com o calendário, mas com o aumento considerável das cotas de participação e premiações.

Supercopa: R$ 1 milhão para o campeão (aumento de 43%) e R$ 600 mil para o vice-campeão (20%)

A1: cota de participação para os 18 clubes da 1ª fase subiu para R$ 720 mil (dobro do ano anterior); premiação de R$ 2 milhões para o campeão e R$ 1 milhão para o vice

A2: cota de participação para os 16 clubes da 1ª fase subiu para R$ 360 mil (reajuste de 2,4 vezes)

A3: cota de participação para os 32 clubes da 1ª fase subiu para R$ 120 mil (3,3 vezes)

Copa do Brasil: cota de participação de todas as fases dobrou

Sub20 e Sub17: cotas de participação de todas as fases foram reajustadas em 10%.

Estratégia para a base e integração dos estaduais aos nacionais

Desde 2024, a CBF atua com a estratégia dos Torneios Estaduais Femininos de Base para formação de jogadoras mulheres no país ao repassar recursos às 27 federações para a realização das competições sub-15 e sub-17. Neste ano, o programa passou a contemplar também a categoria sub-20, fortalecendo a transição para o alto rendimento e ampliando o calendário competitivo.

O sucesso da iniciativa levou a uma mudança técnica relevante: a partir da temporada 2026, a Diretoria de Competições da CBF adota como critério de participação nos Brasileiros Femininos Sub-17 e Sub-20 a destinação de 16 vagas aos campeões estaduais de cada categoria, entre as 16 federações melhores posicionadas no Ranking Nacional de Federações do Futebol Feminino. Com isso, clubes de todas as regiões têm oportunidades reais de acesso às competições nacionais de base, estimulando o desenvolvimento de novos talentos no futebol feminino.

Aline Pellegrino apresenta dados e critérios das competições femininas para GT da BaseCréditos: Luciana Vermell/CBF

Planejamento de longo prazo: ciclo 2024 - 2029

Entre 2024 e 2029, a CBF projeta um investimento de mais de R$ 685 milhões para as competições de futebol feminino no Brasil, com crescimento de 41% nas datas do calendário nacional e de 84% em partidas organizadas pela entidade. A gerente de Competições Femininas da CBF ressalta que, para uma execução bem-sucedida das ações, é indispensável que as federações e os clubes também tenham planejamento, investimento e comprometimento com o futebol feminino.

Cenário internacional

O calendário do futebol feminino no Brasil está em consonância com as competições internacionais, apoiando e dando suporte para o sucesso das seleções femininas:

FIFA

Copa das Campeãs: 2026, 2027 e 2029

Mundial de Clubes Feminino: 2028, 2032 e 2036

Copa do Mundo Feminina Sub-20: 2026, 2028 e 2030

Copa do Mundo Feminina Sub-17: 2026, 2027 e 2028

Copa do Mundo Feminina: 2027, 2031

Conmebol

Libertadores Feminina: 2026, 2027, 2028 e 2029

Sul-Americano Feminino Sub-20: 2026, 2028 e 2030

Sul-Americano Feminino Sub-17: 2026, 2027 e 2028

Liga das Nações Feminina: 2025, 2026, 2029 e 2030

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