IJF registra quase três mil atendimentos relacionados à ingestão de corpo estranho
Serviço de referência conta com atendimento especializado com médico endoscopista para acidentes com espinhas de peixe, ossos de galinha, moedas, baterias, pilhas, além de traumas esofágicos
O Instituto Doutor José Frota (IJF), hospital de referência em atendimentos de urgência e emergência de alta complexidade no Ceará, registrou 2.825 atendimentos relacionados à presença de corpos estranhos entre janeiro e junho de 2026. O número representa um aumento de aproximadamente 12,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2.511 casos. A ingestão ou aspiração de corpo estranho é a 3ª maior causa de atendimento no IJF, e corresponde a cerca de 12% do total de atendimentos do mês.
A maior parte desses atendimentos é realizada pela equipe de endoscopia digestiva e respiratória do IJF, referência para atendimentos relacionados a corpos estranhos e traumas digestivos. Neste 25 de julho, é celebrado o Dia do Médico Endoscopista e o hospital referência em traumas possui equipe de mais de vinte profissionais médicos que atuam em regime de plantão 24 horas por dia, sete dias por semana.
Nesta data, o coordenador do serviço de endoscopia digestiva do IJF, Ricardo Ávila, explica em quais casos a população deve buscar a emergência hospitalar. “Nosso serviço é especializado na remoção de corpos estranhos do trato digestivo, principalmente do esôfago, estômago e duodeno. Entre os principais itens removidos estão espinhas de peixe, ossos de galinha, moedas, baterias e pilhas. Além disso, avaliamos e tratamos pacientes que ingeriram substâncias cáusticas, como produtos de limpeza, ou que sofreram traumas graves com possível lesão dos órgãos do aparelho digestivo”, explica.
O serviço dispõe de duas torres de endoscopia (uma fixa e outra móvel) que permitem a realização de exames e procedimentos, tanto em casos de urgência e emergência quanto em pacientes já internados.
Perfil dos atendimentos
Em 2025 e 2026, moradores de Fortaleza concentraram o maior número de ocorrências, evidenciando a demanda da Capital por esse tipo de atendimento especializado. Em 2026, o perfil mais frequente dos pacientes foi de crianças do sexo masculino com idade entre 1 e 4 anos, faixa etária em que a curiosidade natural e o hábito de levar objetos à boca aumentam o risco de acidentes. Entre as mulheres, os casos ocorreram principalmente a partir dos 60 anos, grupo que pode apresentar fatores como alterações na deglutição, uso de próteses dentárias ou doenças associadas ao envelhecimento. No mesmo período de 2025, a maior incidência foi registrada entre crianças do sexo feminino de 1 a 4 anos, seguida por meninos da mesma faixa etária.
“É muito importante conscientizar a população sobre os riscos que a ingestão de um corpo estranho pode trazer à saúde. A prevenção continua sendo a melhor forma de evitar esses acidentes. É fundamental ter atenção ao oferecer alimentos a grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos. Além disso, objetos como moedas, baterias, peças pequenas de brinquedos, tampinhas e alfinetes estão entre os corpos estranhos mais frequentemente envolvidos nesses acidentes. A orientação é manter esses materiais fora do alcance de crianças e procurar imediatamente um serviço de urgência caso haja suspeita de ingestão ou aspiração de qualquer objeto, evitando provocar vômitos ou oferecer alimentos e líquidos antes da avaliação médica”, destaca o chefe do serviço.
Comentários
Postar um comentário
Expresse aqui a sua opinião sobre essa notícia.