Vacinação HPV: Prefeitura prorroga prazo para jovens de 15 a 19 anos receberem o imunizante
A estratégia segue até dezembro de 2026, nos 134 postos de saúde da Capital
A Prefeitura de Fortaleza prorrogou até dezembro de 2026 a estratégia de ampliação da faixa etária para vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano). Fortalezenses de 9 a 19 anos podem procurar um dos 134 postos de saúde da Capital para se imunizar com dose única.
A oferta da vacina para jovens de até 19 anos, ultrapassando a faixa etária prevista no Calendário Nacional de Vacinação, que contempla pessoas de 9 a 14 anos, tem como objetivo ampliar a proteção contra doenças relacionadas ao HPV, incluindo o câncer do colo do útero. De janeiro a junho de 2026, foram aplicadas aproximadamente 14 mil doses da vacina contra o HPV. Em 2025, esse número foi de cerca de 32 mil doses.
A secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo, reforça a importância da prorrogação. "A prorrogação representa uma nova oportunidade para que jovens completem sua proteção contra o HPV. Estamos mobilizando toda a rede da Atenção Primária para ampliar a cobertura vacinal e fortalecer também o acesso ao exame preventivo", ressalta.
O HPV é uma infecção sexualmente transmissível que afeta a pele e as mucosas. Existem mais de 200 tipos do vírus. Alguns podem causar verrugas genitais, enquanto outros estão associados ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.
Exame preventivo
Além da vacinação, a Rede Municipal também oferece o exame preventivo (Papanicolau), fundamental para o diagnóstico precoce do câncer do colo do útero. De janeiro a junho de 2026, foram realizados aproximadamente 31 mil exames preventivos. Em 2025, esse número chegou a cerca de 103 mil.
Segundo a assessora técnica da Saúde da Mulher da SMS, Léa Dias, a prevenção é uma das principais estratégias para reduzir a incidência de doenças associadas ao HPV. "A vacina contra o HPV é segura, eficaz e representa um importante avanço na prevenção do câncer do colo do útero. Ao ampliarmos a cobertura vacinal, protegemos adolescentes e jovens e reduzimos o risco de casos futuros da doença", destaca.
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