Kassio diz que não há alerta de interferência nas eleições brasileiras Presidente do TSE destacou transparência e normalidade do pleito André Richter - Repórter da Agência Brasil Publicado em 04/10/2026 - 22:57 Brasília © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não foi constatada nenhuma intercorrência no primeiro turno das eleições que possa ser caracterizada como interferência estrangeira no pleito. Em coletiva de imprensa para apresentar um balanço sobre o trabalho da Justiça Eleitoral durante o dia de votação, o presidente disse que observadores internacionais que acompanharam o pleito confirmaram a transparência e a normalidade das eleições. “Não tivemos nenhuma intercorrência grave, os riscos climáticos [foram] afastados, e não tivemos nenhum alerta dos diversos setores do TSE acerca de interferência estrangeira. Não constatamos nenhum tipo de intervenção” afirmou. Ma...
O presidente da Procuradoria Parlamentar da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Hugo (PP), formulou, na manhã desta segunda-feira (24/07), pedido de retratação pública ao Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará (TCM-CE). O motivo foi declaração da Procuradora Geral de Contas, Leilyanne Feitosa, durante sessão na última quinta-feira (20/07), da Corte de Contas, quando ela se referiu aos deputados da Assembleia como "moleques".
Em seu pedido de retratação, Fernando Hugo considera o ato como "ofensivo", entendendo que a procuradora "desferiu ataques aos membros da Casa Legislativa de forma genérica e inominada".
"Neste domingo (23/07), tomei conhecimento decepcionadamente do pronunciamento feito pela doutora Leilyanne Feitosa, que, de forma ofensiva e grosseira, chamou deputados da nossa gloriosa, querida e democrática Assembleia Legislativa de 'moleques', afora outros vocábulos sinonímicos que não merecem citação", apontou o deputado.
Como procurador parlamentar da Casa, Fernando Hugo disse que tomou a liberdade de, imediatamente, exigir pedido de retratação pública da Procuradora, dando entrada nesta manhã ao documento encaminhado ao presidente do TCM-CE, conselheiro Domingos Filho.
Segundo o parlamentar, o pedido de retratação e/ou explicações deve ser respondido publicamente por Leilyanne Feitosa, no prazo de 72 horas, a contar do recebimento do documento, na mesma proporção e alcance do ato praticado.
No mesmo prazo, a Procuradora deve proceder com o encaminhamento à Procuradoria Parlamentar da retratação e/ou explicações por escrito, apresentando, inclusive, os documentos comprobatórios pertinentes ao caso, sob pena de ser convocada pela Assembleia para realizar o ato de retratação em Sessão Extraordinária Especial convocada para este fim.
"A presente medida visa, além de garantir o respeito mútuo entre as instituições do Estado do Ceará, conceder à Procuradora Geral de Contas a oportunidade de esclarecer o seu pronunciamento", salienta Fernando Hugo.
O primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia, deputado Audic Mota (PMDB), parabeniza a atitude de Fernando Hugo por defender os parlamentares do Poder Legislativo de "ataques desrespeitosos e desleais".
"Foi um momento infeliz e que não condiz com a história pessoal da doutora Leilyanne, mas a Assembleia Legislativa deve colocar a questão em pratos limpos, e torço para que ao final as instituições mantenham o respeito e que este triste episódio sirva de aprendizado", assinala Audic Mota.
O deputado Bruno Pedrosa (PP), integrante da Comissão de Recesso da AL, concorda com o pedido de retração solicitado pelo deputado Fernando Hugo. De acordo com o parlamentar, todas as decisões em plenário são tomadas com muita responsabilidade e vão ao encontro dos interesses da população. "A decisão dos parlamentares sobre o TCM parece ser uma medida política, mas, na verdade, foi uma decisão para garantir a boa representação dos interesses da população cearense", afirma.