AGU defende arquivamento de processo contra Moraes nos EUA Petição foi enviada à Justiça da Flórida André Richter - Repórter da Agência Brasil Publicado em 12/08/2026 - 18:21 Brasília © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Versão em áudio A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quarta-feira (12) que pediu à Justiça dos Estados Unidos o arquivamento do processo movido pelas redes sociais Rumble e Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na petição foi enviada à Justiça da Flórida, a AGU, que faz a defesa do ministro, sustenta que a própria lei norte-americana reconhece a imunidade e a soberania de Estados estrangeiros perante os tribunais dos Estados Unidos. A AGU também argumentou que as decisões de Moraes foram referendas pela Primeira Turma da Corte, formada por cinco ministros. Rumble e Trump Media acusam Moraes de determinar a suspensão de perfis de brasileiros que moram nos Estados Unidos, entre eles o blogueiro Allan dos Santos...
O evento acontece entre os dias 13 e 15 de dezembro, na sede da Procuradoria Geral de Justiça. Na pauta de discussão, assuntos como direitos humanos, novo Processo Civil, combate às organizações criminosas e combate à corrupção. A conferência de encerramento do evento será com Rodrigo Janot, que falará sobre o papel do Ministério Público no Combate à Corrupção, tendo como presidente de mesa o procurador-geral de Justiça Plácido Rios.
Combater a corrupção é papel de todo cidadão, que tem, no Ministério Público, um forte aliado. Celebrado em 9 de dezembro, o Dia Internacional de Combate à Corrupção lembra o tema que faz parte do dia a dia de brasileiros e instituições que atuam para pôr fim a este tipo de prática. Em março de 2014, a presença do assunto no cotidiano do país foi reforçada com a deflagração da Operação Lava Jato, maior investigação de atos de corrupção em estatais e governos já realizada pela Polícia Federal e que já se encontra em sua 47ª fase.
Reconhecendo a importância do tema, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) traz a Fortaleza o subprocurador-geral da República, Rodrigo Janot, para ministrar a conferência de encerramento da Semana do Ministério Público 2017. O jurista, que, quando foi procurador-geral da República (PGR), assumiu a Operação Lava Jato, falará sobre “O Papel do Ministério Público no Combate à Corrupção”. A palestra será realizada no dia 15 de dezembro, às 11h10, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), e terá por presidente de mesa o procurador-geral de Justiça do Ceará, Plácido Barroso Rios.
A palestra de Rodrigo Janot integra a programação da Semana do Ministério Público 2017. Sempre com atividades em torno de temas jurídicos atuais, a Semana do Ministério Público é um evento realizado anualmente, em comemoração ao Dia Nacional do Ministério Público, celebrado em 14 de dezembro. Nos dois primeiros dias, a programação inclui ações voltadas exclusivamente para o público interno para discutir questões e procedimentos do próprio Ministério Público, bem como para ressaltar a importância e a força da instituição. No último dia, o evento é aberto ao público externo, como forma de dialogar com a sociedade civil.
Além dos promotores de Justiça que atuam nas diferentes Comarcas com atribuição para fiscalizar as administrações municipais, combatendo atos de improbidade administrativa, a atual estrutura orgânica do MPCE envolve ainda quatro órgãos de investigação: a Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (PROCAP), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF) e o Núcleo de Investigação Criminal (NUINC). Todos eles atuam no combate à corrupção.
Sobre Rodrigo Janot
Rodrigo Janot ingressou no Ministério Público Federal (MPF) como procurador da República em 1984. Foi procurador-chefe substituto da República no Distrito Federal entre os anos de 1984 e 1987, procurador regional da República entre maio de 1993 e outubro de 2003, quando, então, foi promovido para o cargo de subprocurador-geral da República, atuando diante do Supremo Tribunal Federal (STF). Foi secretário-geral do MPF entre 2003 e 2005. Foi procurador-geral da República (PGR) entre agosto de 2013 e setembro de 2017. No cargo, Rodrigo Janot assumiu a Operação Lava Jato.
Rodrigo Janot entregou ao Supremo, em dezembro de 2016, os acordos de delação premiada de 77 executivos da Odebrecht, que foram homologados pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. A primeira denúncia da história de um presidente em exercício no cargo foi de responsabilidade do então PGR: ele denunciou Michel Temer pelo crime de corrupção passiva em junho de 2017, mas o Plenário da Câmara dos Deputados arquivou o caso. No dia 14 de setembro, seu último dia de trabalho, Rodrigo Janot apresentou a segunda e mais robusta denúncia contra o presidente Michel Temer: baseado em uma investigação da Polícia Federal que apontou que o chefe do Poder Executivo Nacional liderava um esquema de recebimento de propina do qual participariam vários ex-deputados do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Rodrigo Janot denunciou Michel Temer dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. No dia 25 de outubro, a Câmara, pela segunda vez, impediu o prosseguimento da denúncia.
Serviço:
O quê? Semana do Ministério Público 2017
Quando? Dias 13, 14 e 15 de dezembro de 2017
Onde? Auditório da Procuradoria Geral de Justiça (Rua Assunção, 1100 – José Bonifácio)
Confirmação de presença? Assessoria de Comunicação do MPCE, pelos telefones 3452-3769 / 3781
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