Seca volta a avançar no Ceará e alcança 89% do território em setembro 16 de outubro de 2026 – 16:11 Compartilhar: Monitor de Secas aponta que 89,02% do Ceará estavam sob condição de seca relativa no mês passado. Quadro ainda é predominantemente de seca fraca, mas avanço ocorre após redução significativa da área afetada no primeiro semestre A condição de seca voltou a se espalhar pelo Ceará nos últimos meses. Em setembro, 89,02% do território estadual estavam sob alguma condição de seca relativa, segundo a atualização mais recente do Monitor de Secas. O dado representa uma pequena alta em relação a agosto, quando o fenômeno alcançava 87,90% do estado, mas uma mudança muito mais expressiva quando comparada a julho, mês em que a área afetada era de 29,72%.
Com apenas um ano e três meses de vida, Francisco Bernardo Cid Lopes já tem muita história para contar. Nascido prematuro de 27 semanas, o bebê passou por quatro reinternações em razão de complicações cardiorrespiratórias. No dia 30 de abril, mais uma vez a criança precisou ser internada. Desta vez, por ter sido diagnosticada com coronavírus.
Após um período de tratamento na Clínica Pediátrica do Hospital Regional Norte (HRN), da rede pública da Secretaria da Saúde do Ceará, do Governo do Estado, Governo do Estado, administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), Bernardo evoluiu bem e recebeu alta na última terça-feira (12). Sob aplausos da equipe, a criança foi para casa nos braços da mãe, a dona de casa Luiza Luana Furtado Cid Lopes, 32, com uma placa que trazia a frase “sou prematuro extremo e venci a Covid-19″.
Luana conta que morava no Rio de Janeiro e chegou ao Ceará no dia 20 de abril para morar próximo à família em Hidrolândia, a 118 km de Sobral. “Muito complicado ver meu filho hospitalizado porque ele já foi internado algumas outras vezes e a gente fica apreensiva, angustiada. Na mentalidade de uma mãe, o medo é que seu filho não sobreviva. Tomei um susto, mas agradeço porque ele recebeu um bom atendimento”, ressalta Luana Cid.
Prevenção
Segundo a médica pediatra do HRN, Thais Saldanha, estudos iniciais mostram que crianças com comorbidades cardiorrespiratórias estão mais suscetíveis a complicações decorrentes da Covid-19. Portanto, os casos suspeitos da doença devem ser encaminhados para uma unidade hospitalar se houver agravamento dos sintomas. “Em caso de dificuldade para respirar ou sinais de desidratação, como diminuição da diurese, recusa de líquidos, irritabilidade ou sonolência excessiva”, afirma.
A médica explica que o distanciamento social é fundamental para reduzir o risco de contaminação das crianças. “O mais importante é respeitar a medida, evitando não só o contato direto das crianças com outras pessoas, mais também de seus cuidadores. Em caso de extrema necessidade de sair do domicílio para consultas médicas, por exemplo, crianças maiores de dois anos também devem usar máscara e seguir todas as recomendações de higiene preconizadas pelo Ministério da Saúde”, completa.
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