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Percentual de jovens nem-nem no Brasil cai para 22,4%, mostra estudo Índice se refere ao ano de 2024, segundo relatório da OCDE

  Percentual de jovens nem-nem no Brasil cai para 22,4%, mostra estudo Índice se refere ao ano de 2024, segundo relatório da OCDE Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil Publicado em 30/09/2026 - 20:39 Brasília © Paulo Pinto/Agência Brasil Versão em áudio A taxa de jovens brasileiros que não estudam, não trabalham nem estão em treinamento ou formação teve queda de 4,4 pontos percentuais entre 2016 e 2024, aponta o relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance) , divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O índice de pessoas de 18 a 24 anos nessa condição caiu de 26,8%, em 2016, para 22,4%, em 2024. Em nota à imprensa, o Ministério da Educação (MEC) destaca que a estatística brasileira é “quase o dobro da redução média (2,3 pontos) registrada pela OCDE no mesmo período". O superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, reconhece os avanços, porém, destaca que ainda são insuficientes, já que mais de um qu...

Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria emite Nota Técnica que contrapõe PLs que impedem uso de banheiros por pessoas trans e não-binárias

 Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas da Defensoria (Ndhac) da Defensoria Pública do Ceará (DPCE) encaminhou Nota Técnica aos 43 vereadores de Fortaleza, após parlamentares apresentarem projetos de Lei (PLs) que querem a proibição sobre o uso de banheiros por pessoas trans, cisgênero e não-binárias (que não se identificam com apenas um gênero).

A Nota é assinada pelos defensores públicos Mariana Lobo e Tulio Iumatti Ferreira, titulares do Ndhac. Os projetos de lei 648/2021 e 649/2021 são classificados na Nota Técnica como “inconstitucionais”, pois violam o reconhecimento do direito fundamental e humano de pessoas trans serem tratadas em consonância com sua identidade de gênero autodeterminada, incluído o direito a acessar banheiros públicos e privados sem sofrer constrangimentos. Direitos estes assegurados na Constituição Federal e reafirmados nos tribunais superiores.

O documento foi elaborado após um dos membros do poder legislativo municipal remover placas de sinalização que comunicam a permissão de utilização dos banheiros da Rede por pessoas trans e não binárias no Cuca do bairro José Walter. “Conscientes dos marcos internacional e constitucional, não seria possível a restrição binária ao uso de banheiros públicos, tendo em vista o postulado de igualdade. Veda-se, desse modo, a discriminação direta e intencional e a indireta ou não intencional, que decorrem, respectivamente, da intenção explícita de barrar a população trans de usar o banheiro de acordo com sua identidade e no argumento de divisão de acordo com o sexo biológico, argumento este que, apesar da aparente neutralidade, tem impacto diferenciado e prejudicial em face das pessoas trans. Por esta razão, os projetos de lei em questão são inconstitucionais estando em desacordo com a proteção e garantia dos direitos fundamentais de personalidade que são tutelados pela Constituição Federal de 1988”, destaca o texto.

Nesta quarta-feira (10/11), às 9h30minm, a Defensoria Pública participa de uma reunião com a Comissão de Direitos Humanos e de Cidadania da Câmara de Vereadores sobre o assunto, com o objetivo de detalhar o conteúdo da Nota. O encontro será às 9h30min e acontecerá em formato híbrido, na sala de Reunião das Comissões Técnicas do Legislativo Municipal.

Para os defensores, qualquer projeto de lei ou tipo de ação que venha impedir o uso de equipamentos públicos de acordo com a identidade de gênero da qual a pessoa se identifica é inconstitucional e viola os princípios da dignidade da pessoa, da liberdade de orientação sexual e identidade de gênero. Atualmente, uma decisão do Supremo Tribunal Federal garante que a  mudança de nome e gênero seja feita apenas por meio de autodeclaração.


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