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Pela primeira vez, Helv realiza procedimento cirúrgico “látex free” em paciente alérgica

 

Além da esterilização do ambiente, os materiais utilizados precisaram ser substituídos por outros de silicone

Sofrer de um tipo de alergia já não é nada agradável. E quando esta alergia é grave e vem acompanhada de limitações, como não poder ingerir certos alimentos ou realizar cirurgias convencionais, a situação fica ainda mais complicada. Sandra Paulino do Amaral, 52, vivencia este cenário.

Ela, que é alérgica a látex, passou por um cirurgia de retirada de pedra na vesícula no Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (Helv), vinculado à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH). Para que o procedimento pudesse ser feito sem intercorrências, houve uma readequação no centro cirúrgico. Além da esterilização do ambiente, os materiais utilizados precisaram ser substituídos por outros de silicone. Foi a primeira vez que o Helv adaptou uma intervenção.

“Há dois anos, eu vinha sentindo dores na vesícula. Da última vez, tive uma pancreatite e vim transferida para cá. Fiz o tratamento, fiquei boa e, em seguida, fiz a cirurgia para retirada da pedra. A equipe foi completamente atenciosa com a minha condição; tudo foi verificado algumas vezes para que eu tivesse a assistência segura”, conta.

A alergia a látex pode ser caracterizada como uma reação imunológica a determinadas proteínas da borracha. O crescente número de ocorrências deste evento emerge no cenário da saúde como um problema de grande relevância, sendo considerada a segunda causa de anafilaxia (reação alérgica aguda e grave) na área anestésico-cirúrgica, as quais podem ser fatais, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

“Temos que separar todo o material ‘látex free’ e ter todo o cuidado para não haver material com a substância. Nessas cirurgias, a recomendação é de que a sala passe por um processo de limpeza e esterelização antes. Então, tivemos o cuidado com essa limpeza e em deixar a sala fechada para não entrar ninguém com materiais alheios àquela cirurgia para não haver nenhuma contaminação”, afirma Lucas Cavalcante, cirurgião do Helv.

Uma nova vida

Foi durante o processo de tratamento contra um câncer que a paciente recebeu o diagnóstico de alergia a látex. Sandra também convive com outros tipos de alergia, como medicamentosa e alimentar – ela é intolerante à lactose.


Sandra Amaral, 52, possui alergia medicamentosa, alimentar e a látex; por isso, a equipe teve de se adaptar para realizar a cirurgia de retirada de pedra na vesícula à qual a paciente teve de ser submetida

“Esse trabalho que vocês estão fazendo é, também, uma esperança de renovação de uma vida mais estável para mim, sem dores. Graças a Deus que vocês resolveram isso. Essa não é uma nova vida só ‘de salvar’, mas é de vocês darem a possibilidade da pessoa refazer a sua vida. É dar um bem-estar à vida daquelas pessoas. Que vocês continuem nessa jornada”, ressalta Sandra.

A atenção para estes pacientes ocorre desde sua admissão no centro cirúrgico até a saída da recuperação anestésica e encaminhamento para a enfermaria.

A farmacêutica responsável pela preparação do material cirúrgico, Alyne Mara, explica que, depois dessa experiência, o hospital está pronto para novos procedimentos. “A cirurgia da dona Sandra veio para nos mostrar que temos toda a condição de realizar um procedimento desse porte na unidade. Listamos todos os materiais necessários para a cirurgia e vimos que foi o suficiente. Diante de qualquer paciente que chegue ao Helv e necessite de um procedimento ‘látex free’, nós estamos preparados para fazer, visto essa primeira experiência exitosa”, destaca.

O látex está presente na fabricação de diversos produtos utilizados no hospital, tais como máscaras faciais, sondas vesicais, seringas e êmbolos, equipes de infusão venosa, eletrodos, drenos, entre outros.

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