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Um pedacinho da praia no coração de São Paulo

  Um pedacinho da praia no coração de São Paulo Texto e Fotos Fred Pontes A Arena das Nações não termina com o apito final da Copa do Mundo. Enquanto a Seleção Brasileira já inicia o caminho de volta para casa, o espaço permanece de portas abertas até o dia 19 de julho, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, reunindo grandes atrações artísticas, culturais e esportivas. Mais do que uma fan fest, tornou-se um verdadeiro ponto de encontro para brasileiros e visitantes de diversas nacionalidades viverem o clima da Copa em um ambiente que transporta todos para o universo das praias brasileiras. Confesso que fiquei encantado com o espaço que conheci. Administrado pela Orla Brasil, sob a liderança dos empresários João Marcelo e Guilherme Borges, o local recebeu a Arena das Nações, um projeto que transformou a Copa do Mundo em uma experiência muito maior do que apenas assistir aos jogos. A Arena das Nações contou também com a participação e a administração do empresário Nagib Dahia, um profi...

Sul coreanos assistem em São Paulo a derrota para o Brasil

 


Reunidos em um shopping no Bom Retiro, tradicional bairro de imigrantes na capital paulista, sul-coreanos e descendentes nascidos no Brasil lamentaram a derrota da Coreia do Sul para a seleção brasileira por 4 a 1 na tarde de hoje (5), nas oitavas de final da Copa do Mundo de Futebol no Catar. A cada gol do Brasil, no entanto, a torcida coreana, assim como os brasileiros, também comemorava com entusiasmo.

“O que acontece é que os mais novos torcem mais pelo Brasil. As gerações mais antigas torcem mais pela Coreia. Parece que tem mais torcida brasileira do que coreana aqui”, disse o coreano Nino Kim, da Associação Futebol dos Coreanos no Brasil, um dos animadores da torcida. 

“Infelizmente o time do Brasil é muito forte. A gente tinha esperança que a Coreia virasse, mas não deu”, lamentou. “A partir de agora, todo mundo passa a torcer pelo Brasil. O coração é Brasil”.

Jogo entre Brasil e Coreia do Sul pela Copa do Mundo do Catar no shopping Ksquare, no Bom Retiro.
A torcida foi animada por instrumentos de bateria típicos da Coreia  - Rovena Rosa/Agência Brasil

Além dos gritos de guerra tradicionais, a torcida foi animada por instrumentos de bateria típicos da Coreia. Nas poucas vezes em que o time asiático atacou o Brasil, bandeirinhas da Coreia do Sul eram agitadas pelos torcedores e pratos e bumbos ressoavam.

Ainda no intervalo do jogo, quando o Brasil ganhava por 4 a 0, o jovem Enzo Shoi era um dos poucos a ainda acreditar na Coreia e dizia ter esperança na vitória – o que não se confirmou. “O coração está partido. O Brasil já está com quatro e não deixa a Coreia fazer nada. Mas eu não vou perder a esperança, tenho sangue coreano”, disse Shoi, de 10 anos, vestindo o uniforme completo da sua seleção de coração.
 
Dados do Consulado Geral da República da Coreia mostram que, em 2017, cerca de 50 mil sul-coreanos e descendentes viviam no Brasil. Entre as principais atividades executadas aqui, está a fabricação de vestuário.

Edição: Fábio Massalli

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