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Espanha atribui mais de mil mortes em junho ao excesso de calor É o segundo mês de junho mais quente já registrado

  Espanha registrou 1.029 mortes no mês passado atribuídas ao calor, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (1º). Uma onda de calor de cinco dias, com temperaturas ultrapassando os 40º Celsius, fez com que junho fosse o segundo mês mais quente já registrado. Dados do sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, o MoMo, mostraram que o mês de junho registrou o maior número de mortes atribuídas ao calor desde o mesmo mês de 2015. As temperaturas médias no mês passado ficaram 3,2 graus acima do normal, informou a agência meteorológica Aemet, tornando-o o segundo junho mais quente já registrado, atrás apenas do mesmo mês de 2025. No auge da onda de calor, em 23 de junho, 35,7 milhões de pessoas — cerca de 73% da população do país — ficaram expostas a riscos à saúde devido ao calor; 38% delas enfrentaram risco elevado. Desde 1975, ocorreram 12 ondas de calor em junho, sendo que metade delas aconteceu na última década. Os 13 meses de junho mais que...

Advogados apontam falha de bancos em relação a Lojas Americanas

 A recuperação judicial das Lojas Americanas envolveu falhas não apenas dentro da empresa. Especialistas em direito empresarial consideram que o rombo, que começou em R$ 20 bilhões e depois subiu para R$ 43 bilhões, poderia ter sido descoberto mais cedo não fossem as falhas nos bancos e na auditoria.

Mestre em direito empresarial e cidadania, o advogado Alcides Wilhelm, com atuação em reestruturação de negócios, fusões e aquisições e Direito Tributário, diz que o elevado endividamento da empresa indica que a provável fraude contábil durou anos. “Ou houve má-fé, fraude, por trás, ou incompetência geral, por todos os lados”, critica.

Segundo Wilhelm, os problemas contábeis vinham de 5 a 10 anos para chegar no valor atual. “Os bancos passaram por cima de regras de compliance [cláusulas de responsabilidade], de análise de risco, de governança. As empresas de auditoria passaram por cima de regras de auditoria. Os bancos, que hoje estão extremamente indignados, também foram causadores, ao permitirem os descontos de títulos [das Lojas Americanas] sem a análise adequada”, avalia.

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