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Entidades defendem projeto que proíbe alimentação forçada de animais Texto foi aprovado no Congresso e aguarda decisão do Planalto

  Organizações de proteção animal publicaram uma carta aberta para apoiar a sanção do Projeto de Lei (PL) 90/2020, que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados e enviado ao Palácio do Planalto no dia 6 de julho. O prazo constitucional é de 15 dias úteis para análise presidencial. O projeto de lei também tem o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista Mista do Congresso Nacional e a Frente Parlamentar em Defesa dos Animais. O alimento mais famoso obtido por meio da prática de alimentação forçada é o foie gras . Para produzi-lo, é usada a chamada gavagem: técnica em que um tubo metálico é introduzido na boca de gansos, patos e marrecos até a altura do esôfago. Depois, são introduzidas grandes quantidades de alimento para provocar esteatose hepática, doença que aumenta o fígado. O produto final comercializado é este órgão adoecido. O diretor de Relações Governamentais e Políticas ...

Conselho aprova termelétrica na ZPE de Pecém

 

 

Projetos industriais aprovados pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação vão produzir e exportar mel, cosméticos, tratores agrícolas e castanha de caju

 

O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) aprovou nesta quarta-feira (19) quatro projetos de plantas industriais na ZPE de Parnaíba (PI) e a instalação de uma termelétrica no polígono da ZPE de Pecém (CE), além da criação da primeira ZPE privada do Brasil, em Aracruz, no Espírito Santo. A reunião do Conselho, primeira após sua reestruturação no atual governo, foi presidida pelo presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
 

“As ZPEs desempenharão papel estratégico em nossa economia, para integrar modais logísticos, produzir energia renovável e aumentar nossas exportações”, ressaltou o presidente em exercício e ministro.

Na ZPE de Parnaíba, a aprovação dos projetos das novas indústrias vai demandar investimentos de R$ 156,9 milhões e deve gerar 281 postos de trabalho, entre instalação e operação. Elas vão produzir e exportar mel, cosméticos, tratores agrícolas e castanha de caju.
 

A ZPE de Parnaíba funciona desde fevereiro de 2022 e tem atualmente duas empresas operando em sua área: uma para produção de madeira ecológica, a partir de resíduos vegetais; outra para produção de cera de carnaúba.
 

Termelétrica

No Ceará, a empresa Portocem foi autorizada a ocupar 0,5% da área da ZPE de Pecém para construir uma termelétrica a gás. A usina vai integrar o Sistema Interligado Nacional (SIN) de energia e ficará fora do regime especial de benefícios fiscais da área de livre comércio.
 

A instalação da usina demandará investimentos de R$ 5 bilhões. Como as demais termelétricas do país, esta será acionada apenas em situações em que as hidrelétricas não conseguem suprir a demanda nacional por energia, como em momentos de crises hídricas. Os excedentes de produção – tanto em energia como em gás – poderão ser usados pelas indústrias instaladas na ZPE.
 

Atualmente, a ZPE de Pecém abriga uma indústria siderúrgica que responde por 56% de todas as exportações do Ceará. Nos próximos meses, deve contar também com uma refinaria de petróleo já autorizada a funcionar no local.
 

O conselho também aprovou a primeira ZPE privada, a ser instalada no município de Aracruz, no estado do Espírito Santo. O próximo passo é a avaliação de projetos de indústrias que vão atuar na região. Além disso, foi aprovada a criação do grupo de trabalho que vai debater a regulamentação do marco legal das zonas de processamento de exportação.
 

As ZPEs
 

As ZPEs são áreas de livre comércio destinadas à produção de bens para exportação e à prestação de serviços vinculados à atividade exportadora. Além de desenvolver a cultura exportadora e fortalecer a balança comercial, as ZPEs contribuem para o desenvolvimento local e para a diminuição das desigualdades regionais.
 

A produção no espaço da ZPE, exclusivamente para exportação, garante às empresas isenção de IPI, Pis-Cofins e Imposto de Importação e AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante) na aquisição de insumos e matérias primas.

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