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Mercado eleva previsão da inflação para 5,04% este ano Informação foi divulgada hoje pelo Banco Central

  A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,92% para 5,04% este ano . A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (25), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima primeira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/%20inflacao-desacelera-e-fecha-abril-em-0%2C67%25-pressionada-por-a...

Projeto de parceria entre UFC, CEGÁS e CAGECE, para produção de gás natural renovável no Ceará, é aprovado pelo BNB

 Projeto de pesquisa com o objetivo de viabilizar a produção e aumentar a disponibilidade de gás natural no estado foi aprovado em edital do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (FUNDECI) do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O projeto, que resulta de parceria entre a UFC, Companhia de Gás do Ceará (CEGÁS) e Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE), concorreu com 57 propostas, obtendo a maior nota no Ceará e a terceira maior no Brasil (81,25).

Com a aprovação, o FUNDECI/BNB disponibilizará um total de R$ 1 milhão para o desenvolvimento da pesquisa. A esse valor serão somados mais R$ 300 mil da CEGÁS e R$ 300 mil da CAGECE. Pela UFC, a participação no projeto envolve o Laboratório de Combustão, Energias Renováveis e Hidrogênio (LACERH) do Departamento de Engenharia Mecânica.

 

Imagem: O projeto vai permitir o aumento da produção de gás natural no Ceará aproveitando também o potencial de estações de tratamento de esgoto (Foto: Gerência de Comunicação da CAGECE)
O projeto vai permitir o aumento da produção de gás natural no Ceará aproveitando também o potencial de estações de tratamento de esgoto (Foto: Gerência de Comunicação da CAGECE)

O coordenador do LACERH, Prof. William Magalhães Barcellos, diz que a iniciativa conjunta é fruto de uma relação promissora e cooperativa. “O nosso laboratório vai se tornar um centro de excelência nessa área, construindo um protótipo. A efeito de análise internacional, trata-se de um projeto inovador. Poucos países contam com essa tecnologia que se mostra interessante”, informa ele.

AUMENTO DA PRODUÇÃO – O diretor-presidente da CEGÁS, Miguel Neryz, considera que o projeto vai permitir o desenvolvimento de solução tecnológica que elevará a competitividade do gás natural no estado do Ceará. A formalização oficial do projeto, com a assinatura de contrato e dispêndio de recurso para o desenvolvimento da pesquisa, será realizada em fevereiro.

O diretor técnico e comercial da CEGÁS, Gustavo Costa, explica que, “para aumentar a disponibilidade de gás natural no Ceará, serão aproveitadas as emissões de dióxido de carbono (CO2) provenientes dos biodigestores dos aterros sanitários e fazê-lo reagir com hidrogênio verde para a produção de um metano sintético, que seria, em seguida, injetado na rede de gás natural da CEGÁS. O hidrogênio verde que reagiria com o CO2 capturado seria gerado a partir do tratamento do chorume dos próprios aterros sanitários”.

Outra maneira de produção de gás natural pode ser o aproveitamento do potencial das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da CAGECE. Durante o tratamento de efluentes já produzem CO2, que passaria a ser capturado para reagir também com hidrogênio verde produzido, desta vez, a partir de água de reúso das próprias ETEs da companhia.

Thiago Dantas, engenheiro químico da CAGECE, informa que o projeto se integra ao programa de inovabilidade energética da companhia e vai contribuir também para a descarbonização das atividades da empresa.

Com informações da Gerência de Comunicação da CAGECE.

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