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Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceram que os Crimes de Maio de 2006 foram uma grave violação de direitos humanos. Em comunicado de imprensa divulgado na última sexta-feira (29), eles também cobraram do Estado brasileiro que haja responsabilização em relação ao caso. Ocorridos há 20 anos, os Crimes de Maio começaram com rebeliões em mais de 700 presídios do estado de São Paulo, após a transferência de mais de 760 detentos – dentre os quais alguns líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) – para um presídio de segurança máxima. Nos dias seguintes a essa megatransferência, a ofensiva chegou às ruas com uma série de ataques entre o PCC e agentes do Estado. Os conflitos resultou na morte de mais de 500 pessoas em todo o estado. Grande parte dessas mortes ocorreu com indícios de execução praticadas por policiais. >> Clique aqui e leia mais sobre os 20 anos dos Crimes de Maio na Agência Brasil Segundo o relatório Análise dos Impactos dos Ataques do PCC em São Paulo em Maio de 2006, divulgado pelo Laboratório de Análises da Violência da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 59 dos mortos eram agentes públicos e 505 eram civis, grande parte deles negros, jovens e pobres. Ainda hoje, esses crimes continuam impunes. Omissão Em maio deste ano, a organização Conectas Direitos Humanos e o Movimento Independente Mães de Maio enviaram um documento de apelo urgente à ONU para denunciar a omissão do Estado brasileiro em relação ao episódio. No documento, as entidades solicitaram que o Estado garanta o direito à memória, à verdade e à reparação e à não repetição de ocorrências violentas como aquelas: “Nenhuma dessas execuções foi devidamente esclarecida, nenhum agente do Estado foi responsabilizado e tampouco as famílias das vítimas receberam reparação adequada.” Ao analisar o pedido, os especialistas da ONU afirmaram que os Crimes de Maio devem ser reconhecidos como graves violações dos direitos humanos e, portanto, não devem estar sujeitos a qualquer prazo de prescrição. "O número muito reduzido de condenações até o momento aprofundou a impunidade e minou o direito à verdade”, disseram os especialistas. Para eles, negar acesso à Justiça com base em "prazo de prescrição" contribui para agravar o sofrimento "profundo e prolongado" das famílias das vítimas e também para a impunidade do "racismo sistêmico e violência racializada" das autoridades policiais brasileiras. “Não podemos permitir que esse ciclo continue. O pleno acesso à justiça e a recursos eficazes, investigações confiáveis sobre mortes ilegais com base em padrões internacionais, em particular o Protocolo de Minnesota, para garantir a plena responsabilização, reparações para as vítimas e garantias de não repetição, são essenciais para romper o ciclo de violência e cumprir as obrigações internacionais”, afirmaram. Em maio deste ano, mães e familiares de vítimas da violência estatal lançaram a segunda fase do Tribunal Popular, uma forma simbólica de julgar o Estado brasileiro pelos crimes cometidos durante os Crimes de Maio. O Tribunal Popular prevê uma série de ações para combater a violência policial e colocar o Estado sob uma espécie de julgamento. Governo de São Paulo Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo destaca que todas “as ocorrências de morte decorrente de intervenção policial (MDIP) ocorridas no estado são rigorosamente investigadas, com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público e do Judiciário. As circunstâncias de cada caso são analisadas de forma individualizada, com base em elementos técnicos e periciais”.

  Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceram que os Crimes de Maio de 2006 foram uma grave violação de direitos humanos. Em comunicado de imprensa divulgado na última sexta-feira (29), eles também cobraram do Estado brasileiro que haja responsabilização em relação ao caso. Ocorridos há 20 anos, os Crimes de Maio começaram com rebeliões em mais de 700 presídios do estado de São Paulo, após a transferência de mais de 760 detentos – dentre os quais alguns líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) – para um presídio de segurança máxima. Nos dias seguintes a essa megatransferência, a ofensiva chegou às ruas com uma série de ataques entre o PCC e agentes do Estado. Os conflitos resultou na morte de mais de 500 pessoas em todo o estado. Grande parte dessas mortes ocorreu com indícios de execução praticadas por policiais. >> Clique aqui e leia mais sobre os 20 anos dos Crimes de Maio na Agência Brasil Segundo o relatório Análise dos Impactos dos Ataques do P...

Corpo de Bombeiros resgata filhote de gato de tubulação

 

Corpo de Bombeiros resgata filhote de gato de tubulação

1º Batalhão de Combate a Incêndio Florestal

Corpo de Bombeiros resgata filhote de gato de tubulação, na Avenida Jesus Maria José, no bairro Jardim dos Monólitos, em Quixadá. Área Integrada de Segurança 20 (AIS 20) do Estado.

Inicialmente, a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) acionou os bombeiros militares de Quixadá por volta das 18h49 desta quinta-feira, 19 de setembro. Em seguida, chegando ao local, descobriram que um gato filhote preto estava preso dentro de um cano de calha.

Imediatamente, a guarnição, iniciou o procedimento de resgate do animal em apuros. Além disso, utilizaram uma técnica engenhosa, empregando água através de uma mangueira para deslocar o gato pela tubulação.

Em resumo, a guarnição resgatou o filhote de gato ileso da tubulação, sem quaisquer intercorrências que pudessem comprometer a segurança dos envolvidos. Finalmente, o felino foi devolvido são e salvo aos cuidados de sua tutora, que expressou gratidão.

Por fim, atuaram no resgate o subtenente Marcelo (chefe do socorro), os cabos Wilton e Jordana, além dos soldados R. Moreira e Otton.

Balanço

O CBMCE reportou um aumento nas operações de resgate animal em 2024. Inicialmente, os dados mostram 8.175 resgates entre janeiro e agosto, superando em 2,01% o mesmo período de 2023. Assim, as serpentes lideraram as ocorrências em agosto, com 454 resgates de jiboias. Ademais, gatos, iguanas, cassacos e cães também figuraram entre os animais mais socorridos.

Portanto, a prevenção é fundamental para evitar incidentes com animais silvestres. Primeiramente, o CBMCE alerta para a importância de manter distância de serpentes e outros animais potencialmente perigosos. Adicionalmente, medidas como tampar poços, cercar e sinalizar áreas de risco, além de fechar corredores estreitos, são essenciais. Essas ações protegem a fauna e garantem a segurança da população.

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