Ministério Público investiga possível interferência do crime organizado nas eleições em Forquilha

O Ministério Público Eleitoral, por meio da 3ª Promotoria Eleitoral de Fortaleza, instaurou, na sexta-feira (28/08), um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar possível interferência de integrantes de organização criminosa na campanha em Forquilha. A investigação foi formalizada pelo promotor Eleitoral Igor Pinheiro por meio da Portaria nº 0003/2026/P3ªZEFOR, após denúncia do prefeito do município.
As apurações tiveram início a partir de informações de que integrantes de uma facção criminosa teriam ameaçado candidatos e agentes políticos e buscado influenciar o andamento da campanha no município. De acordo com o MP, as condutas podem ter comprometido a liberdade de propaganda eleitoral, a igualdade de condições entre os postulantes e a livre manifestação da vontade dos eleitores. Os elementos coletados até o momento também indicam a possível prática de crimes eleitorais e comuns, como participação dos envolvidos em organização criminosa ultraviolenta.
Como uma das primeiras medidas da investigação, será colhido depoimento do prefeito no dia 2 de setembro, na sede da Polícia Federal em Sobral. O gestor deverá apresentar documentos, mensagens, áudios, vídeos e outros dados relacionados aos fatos.
O Ministério Público Eleitoral também requisitou informações a órgãos de segurança pública e autoridades policiais para aprofundar as apurações sobre a atuação da organização criminosa e a possível influência no processo eleitoral do município.
Procedimento Investigatório Criminal (PIC)
É um procedimento instaurado pelo Ministério Público com o objetivo de apurar condutas criminais, servindo como preparação para uma possível ação penal. Pode ser instaurado por iniciativa do próprio MP ou a partir de denúncias, representações ou notícias de fato.
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