Presidente do TSE conclama eleitores a comparecerem às urnas Kassio Nunes Marques lembrou que faltam menos de 40 dias para o pleito André Richter - Repórter da Agência Brasil Publicado em 25/08/2026 - 20:11 Brasília © Luiz Roberto/TSE Versão em áudio O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, conclamou nesta terça-feira (25) os eleitores a comparecem às urnas nas eleições de outubro. Durante a abertura da sessão de julgamentos desta noite, Kassio lembrou que faltam menos de 40 dias para o pleito e convidou os eleitores a exercerem "com orgulho" o direito de votar. "Conclamo toda sociedade a se preparar para o pleito de outubro. Compareçam às urnas, exerçam com o orgulho o direito de escolher nossos representantes e continuem a ser a força viva da integridade da nossa democracia", afirmou. O presidente também informou que o TSE realizou no último domingo (23) uma eleição simulada no município de Paulino Neves, no Maranhão. Pa...
Polícia Civil e Pefoce elucidam circunstâncias da morte de PM em Fortaleza
Com a conclusão do inquérito, uma policial militar e o seu companheiro foram indiciados
O inquérito policial, instaurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, por meio da Delegacia de Homicídios contra Agentes de Segurança Pública (DHASP), da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), acerca da morte do soldado da PMCE, Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, no último dia 11 de agosto deste ano, em Itaitinga - Área Integrada de Segurança, foi concluído e remetido à Justiça. Para a elucidação do caso, a investigação conduzida pela PCCE contou com a produção de laudos periciais da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). A investigação foi concluída como homicídio qualificado. Uma policial militar, de 27 anos, e seu companheiro, de 35 anos, foram indiciados.
Investigação
Quanto à autoria e a participação dos investigados, durante o procedimento investigativo, além dos laudos periciais da Pefoce, também foram analisados provas testemunhais, registros audiovisuais, dados de deslocamento veicular, e contradições verificadas nas versões apresentadas pelos investigados, que tiveram o intuito de esclarecer a causa mortis e a dinâmica dos fatos.
Conforme as oitivas realizadas, a vítima e a policial militar mantinham um relacionamento extraconjugal, circunstância que já seria de conhecimento do companheiro da mulher. Durante as investigações, imagens de câmeras de segurança registraram o deslocamento do carro da vítima até próximo a residência da PM e do seu companheiro, no bairro Jangurussu, em Fortaleza. Na sequência, imagens de um carro modelo Prisma, pertencente ao suspeito de 35 anos, também foram visualizadas. Logo depois, os dois automóveis deixam juntos a região.
A investigação apontou ainda que, embora formalmente registrado em um nome de terceiro, o veículo Prisma havia sido adquirido e estava em posse do suspeito desde setembro de 2025. De acordo com levantamentos policiais, o suspeito é apontado como o autor dos disparos contra a vítima.
Já quanto à policial militar, os elementos reunidos apontam a participação da mulher também no crime. Alguns fatos como a troca de plantão no dia do crime, a vítima ter acompanhado a suspeita até a residência dela e, após os acontecimentos relacionados ao homicídio, a mulher aparece vinculada ao seu companheiro, além da apresentação de uma narrativa de sequestro incompatível com as evidências obtidas, colocam a soldado diretamente na ação criminosa.
Laudo da Pefoce determinou causa da morte
Durante os levantamentos policiais, a Polícia Civil recebeu da Perícia Forense o laudo cadavérico do corpo. Conforme o documento, a causa da morte foi estabelecida por lesões referentes a disparos de arma de fogo. Os vestígios analisados ainda esclarecem que a perícia constatou a ausência de fuligem na traqueia da vítima, concluindo que a carbonização do corpo ocorreu após a morte. Dessa forma, ficou constatado que a vítima foi morta mediante disparos de arma de fogo e, posteriormente, seu corpo foi submetido à ação do fogo. É importante destacar que não foi constatada nenhuma amputação traumática no corpo do policial militar.
Conclusão
Com o encerramento das apurações e, após a análise de todos os laudos elaborados pela Pefoce, a Polícia Civil elucidou o caso como homicídio qualificado pelo motivo torpe e por emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. Os investigados foram indiciados e seguem à disposição da Justiça.
Antecedentes criminais
O suspeito preso já responde por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Já a policial suspeita responde por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e integrar organização criminosa. A PCCE ressalta que os antecedentes dos suspeitos presos são referentes a um inquérito instaurado em junho de 2025 pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, após denúncia formalizada por uma empresa de transporte por aplicativo. De acordo com as investigações, o casal e outras 11 pessoas integravam um esquema voltado à criação de contas falsas na plataforma. O homem é apontado como o articulador da fraude, enquanto a mulher atuava como colaboradora, cedendo dados pessoais, além de instrumentos financeiros e de comunicação, para viabilizar as atividades criminosas do grupo.
Diante dos elementos levantados, em setembro de 2025, o suspeito foi preso e indiciado por organização criminosa, falsa identidade, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica. Por sua vez, a policial militar foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. O enquadramento por organização criminosa decorre da prática reiterada dos ilícitos apurados ao longo da investigação policial conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos.
Já a Polícia Militar do Ceará (PMCE) informa que a policial militar ingressou na corporação por meio do concurso público realizado em 2021, tendo sido convocada em 2022, período em que se encontrava gestante. A etapa de investigação social do certame foi concluída em fevereiro de 2022, não havendo registro de reprovação da candidata nessa fase. Na ocasião, a única etapa não realizada no período inicialmente previsto foi o Teste de Aptidão Física (TAF), em razão da gestação.
Posteriormente, a candidata realizou o exame e foi considerada apta, prosseguindo regularmente nas demais etapas do concurso. Em 2024, realizou o Curso de Formação de Soldados e, após a conclusão, passou a integrar o efetivo da corporação na graduação de soldado, em novembro de 2024. Portanto o ingresso da soldado na PMCE, foi anterior ao cometimento dos crimes.
Os fatos
O corpo do soldado da PMCE, Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, foi localizado carbonizado dentro de um veículo, pertencente à vítima, no dia 11 de agosto, no município de Itaitinga - Área Integrada de Segurança 25 (AIS 25) do Ceará. Equipes da Polícia Civil, da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) foram acionadas e realizaram os primeiros levantamentos sobre o caso. No mesmo dia do crime, uma policial militar, de 27 anos, e o seu companheiro, um homem de 35 anos, foram presos em flagrante. A mulher foi autuada em flagrante por envolvimento no homicídio. Já o homem foi autuado por falsificação de documento público e posse irregular de munição de arma de fogo, pois no imóvel do suspeito foram encontrados e apreendidos documentos falsos e munições calibres .40 e 38. Após representações de prisões cautelares, e com base nos indícios colhidos durante a investigação sobre a morte do soldado da PMCE, Raphael Sampaio, o Poder Judiciário deferiu pela prisão preventiva da policial militar e pela prisão temporária do marido dela por suspeita de envolvimento no homicídio.
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