Confederação do comércio questiona no STF prazo para fim da escala 6×1 CNC pede mais tempo para implementação da nova jornada de trabalho e ajustes nas regras de transição para acordos e convenções coletivas 04/11/2026 17:44 - Atualizado há 25 minutos atrás Foto: Bruno Carneiro/STF A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar as regras de transição da Emenda Constitucional 141/2026, que extinguiu a escala 6×1 e estabeleceu jornada de até 40 horas semanais, com dois dias de repouso remunerado. A Ação Direta de Inconstitucionalidade ( ADI) 8041 foi distribuída ao ministro Flávio Dino. A CNC considera desproporcional o prazo de 60 dias previsto na emenda para a primeira etapa da redução da jornada, de 44 para 42 horas semanais, e a concessão de duas folgas por semana. Segundo a confederação, a mudança exige alterações estruturais no mercado de trabalho e coincide com o período de ma...
Festival Rabecas da Tradição acontece nas quartas-feiras de novembro, sempre ao meio-dia, no Cineteatro São Luiz, com oito grandes rabequeiros cearenses
O Festival Rabecas da Tradição, com curadoria do jornalista, pesquisador e professor Gilmar de Carvalho e do fotógrafo Francisco Sousa, convida o público a um encontro com a cultura popular e com oito grandes rabequeiros cearenses, de seis municípios, nas quartas-feiras de novembro, sempre ao meio-dia, no Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult). Com entrada franca, o público poderá aplaudir dois mestres da rabeca em cada uma das quartas-feiras, dias 9, 16, 23 e 30 de novembro, sempre de meio-dia às 13h.
A proposta é trazer para o Centro de Fortaleza este toque que animou festas nos terreiros das fazendas, que acompanhou reisados e danças de São Gonçalo e que serviu de trilha para dramas e teatro de bonecos em vários municípios cearenses, durante muitos anos. Tudo ao acesso do público, em um dos mais movimentados pontos da capital, com uma opção de programação cultural de qualidade para quem passa pela Praça do Ferreira e pelas ruas do Centro, no intervalo para almoço, em um encontro com nossa arte e nossa identidade, em uma dos mais belos e significativos equipamentos culturais do País.
"A rabeca não é um violino tosco ou mal acabado. É um parente próximo do violino, com o mesmo formato, as mesmas quatro cordas e a mesma afinação, ressalta Gilmar de Carvalho, sobre o mítico e sedutor instrumento. "A diferença entre rabeca e violino é a liberdade que têm nossos luthiers, os fabricantes de instrumentos de corda, sertanejos para recorrer ao que têm à mão para fazer som", acrescenta o professor, frisando que as rabecas são feitas de vários tipos de madeiras, e de várias formas (cocho, com as laterais encurvadas na água). E ainda com latas de pólvora secas, com a reutilização de panelas e até com canos de pvc, como as de Chico Barbeiro, de Baixio, fronteira com a Paraíba.
Programação: rabequeiros no São Luiz
Nas quatro quartas-feiras do evento, com entrada franca, se apresentarão, dia 9 de novembro, os rabequeiros Raimundo da Chicosa, de Mombaça, e Luiz Bigode, de Pedra Branca. Raimundo foi profissional do instrumento, quando jovem. Bigode ainda hoje faz da rabeca sua forma de expressão musical.
Dia 16 de novembro será a vez de dois rabequeiros de Independência. Zé Barroso vem da Cachoeira do Fogo, lugar mágico, onde a rabeca ganhou inclusive uma orquestra. Zequinha Nóbrega, do clã da Várzea do Toco, toca profissionalmente, ainda hoje, organizando festas nos finais de semana e animando o público nos forrós da Terceira Idade.
Dois rabequeiros de Quiterianópolis serão as atrações do dia 23 de novembro. Luiz Adão, dublê de agricultor e músico, tem experiência de reisado e toca nas festas da sua cidade. Antonio Lourenço, nascido em Pedra Branca, migrou para Quiterianópolis. São amigos, vizinhos e estabeleceram uma cumplicidade que se completa no toque.
Dia 30 de novembro será a vez de Chico Barbeiro, de Baixio, criativo, improvisador, um verdadeiro "showman", que faz seu próprio instrumento a partir de canos de pvc e pedaços de madeira. Chico terá a companhia de Dona Ana Sá de Oliveira, de Umari, a única mulher dentre os 184 rabequeiros levantados em todo o Ceará. Ela toca um violino parisiense, que foi de seu pai, pequeno proprietário rural de Umari.
Da pesquisa ao festival
O Festival Rabecas da Tradição parte da pesquisa sobre rabecas, performance e luteria, que vem sendo desenvolvida, desde 2004, pelo jornalista e professor Gilmar de Carvalho, e pelo fotógrafo Francisco Sousa. A pesquisa ganhou o Prêmio Nacional Rodrigo Melo Franco, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2014.
"Será uma oportunidade de fruir estes toques de rabeca, em uma das nossas principais e mais belas salas de espetáculo, o Cineteatro São Luiz", complementa Gilmar de Carvalho, reforçando o convite ao público para o Festival Rabecas da Tradição.
SERVIÇO:
Festival Rabecas da Tradição. Apresentações de rabequeiros cearenses nas quartas-feiras, 9, 16, 23 e 30 de novembro, sempre ao meio-dia, no foyer do Cineteatro São Luiz, equipamento da Secult. Entrada franca.