Pular para o conteúdo principal

Guia do Enem reúne orientações e métodos de estudo para provas

  Guia do Enem reúne orientações e métodos de estudo para provas Iniciativa ajuda o participante a se preparar melhor para o exame Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil Publicado em 22/09/2026 - 13:37 Brasília © Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio A 47 dias para aplicação das provas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, em 8 de novembro, os inscritos podem conferir orientações oficiais sobre as provas, tutoriais de preparação para o exame e cronogramas de todo o processo em um único site - o Guia do Enem - lançado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta segunda-feira (21). Na ferramenta, o material pedagógico produzido pelo MEC estão no formato de textos e de vídeos. A iniciativa tem o objetivo de ajudar o participante a se preparar melhor para as provas e a compreender melhor o Enem, com vídeos sobre funcionamento do exame e suas etapas, desde a solicitação da isenção da taxa de inscrição, passando pela consulta dos resultados pós-prov...

Ato na Esplanada dá voz a portadores de encefalomielite miálgica Doença crônica causa fadiga extrema e afeta 1,5 milhão de brasileiros

 Cerca de 950 pares de sapatos usados foram colocados no gramado da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Ministério da Saúde, em Brasília, na manhã desta terça-feira (13) no ato público que marca o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Encefalomielite Miálgica (EM), conhecida como Síndrome da Fadiga Crônica (EM/SFC), em 12 de maio e, também, o mês dedicado à doença neurológica.

Os calçados representam mais de 1,5 milhão de brasileiros que vivem com a encefalomielite miálgica, uma condição debilitante, sem causa determinada, caracterizada por fadiga extrema persistente, que não melhora com o repouso e pode piorar com a atividade física ou mental.

Brasília (DF) 13/05/2025 - Ato na Esplanada do ministérios dispõe vários pares de sapatos de pessoas acomeditas pela Encefalomielite Miálgica, uma condição crônica, grave e incapacitante, ainda sem protocolo de atendimento no Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ato na Esplanada do ministérios dispõe vários pares de sapatos de pessoas acometidas pela Encefalomielite Miálgica - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Além de tentar dar visibilidade aos portadores de encefalomielite miálgica, a mobilização teve o objetivo de ver avançar na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2812/2021, que institui a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com a Síndrome da Fadiga Crônica. A autora da matéria, deputada Erika Kokay (PT/DF), aguarda parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

A parlamentar ressalta a necessidade de tirar essas pessoas da invisibilidade de uma doença pouco falada, pouco estudada, e que não tem protocolo oficial de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Muitas vezes, a dor dessas pessoas não pode ser dita, não é considerada, e elas enfrentam uma profunda solidão, inclusive, pela ausência de políticas públicas. É preciso ter protocolos, centros de referência, capacitação para o diagnóstico o mais rápido possível. É preciso ter toda a estrutura de tratamento. É preciso uma política nacional”, defende Erika Kokay.

À frente do ato desta terça-feira, a psicóloga Ivana Andrade, de 35 anos de idade, há 20 anos vivendo com a encefalomielite miálgica, busca apoio aos portadores da doença. A ativista relata que frequentemente os pacientes são rotulados por familiares, amigos e até por profissionais de saúde que desconhecem a condição que afeta múltiplos sistemas do corpo. 

“Eles acham que é preguiça, manha ou que é coisa da nossa cabeça [psiquiátrica]”, disse.

Ivana Andrade que, atualmente, faz mestrado na área de ciências da saúde na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com o objetivo de fazer um estudo epidemiológico da doença no Brasil, defende a formação de profissionais da saúde nas faculdades de medicina e pesquisas na área. 

“Não adianta a gente ter esse protocolo de diretrizes e tratamento, se dentro das universidades não se fala em encefalomielite miálgica. Precisamos de uma união dos ministérios da Educação, da Saúde e da Ciência e Tecnologia [e Inovação] para investir em pesquisa, formação de profissionais de saúde e estruturação de um protocolo de diretrizes e tratamento”, argumenta.

Por trás dos sapatos

A maior parte dos quase 1 mil pares de sapatos trazem a identificação e até fotografias de quem os usava antes da encefalomielite miálgica. Em outras tantas botinas, sandálias e tênis há relatos de como a vida se transformou depois da doença, e o que essas pessoas estão impedidas de fazer devido ao cansaço acentuado.

O servidor público Daniel Cardim Gama, de 40 anos de idade, esteve presente ao ato para contar a experiência de viver com a encefalomielite miálgica após uma infecção por dengue, há 1 ano. 

Brasília (DF) 13/05/2025 - Ato na Esplanada do ministérios dispõe vários pares de sapatos de pessoas acomeditas pela Encefalomielite Miálgica, uma condição crônica, grave e incapacitante, ainda sem protocolo de atendimento no Brasil. Daniel Cardim, fala com a Agência Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Servidor público Daniel Cardim Gama contraiu a doença após uma infecção por dengue, há 1 ano - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Passada a fase de recuperação da arbovirose, as dores articulares começaram e foram acompanhadas de fraqueza intensa que, segundo Daniel, o obriga a ficar deitado em recuperação, de forma constante. 

Ele considera o manifesto no centro de Brasília importante porque permite que mais pessoas com essa doença tenham acesso à informação.

“Para mim, o principal diferencial em relação à encefalomielite miálgica é a informação. Se a pessoa que tem informação desde o começo sobre como ela deve lidar com a doença, como respeitar seu corpo, que tratamentos deve fazer, que tipo de atividade deve procurar, isso ajudará o paciente a conviver em sociedade. O paciente que não tem informação no começo, terá muitas chances de ficar acamado e perder essa convivência social”, disse.

A vice-presidente da Associação Brasileira de Encefalomielite Miálgica e Síndrome de Fadiga Crônica (Abemdis), Priscila Falcão, de 47 anos de idade, viajou de Salvador até a capital federal para participar da manifestação.

A professora de língua inglesa aposentada se recorda que começou a perceber que havia algo diferente com o corpo dela em 2017, porém, o diagnóstico somente foi fechado para a síndrome em 2021. Ela denuncia ter ouvido opiniões preconceituosas de profissionais de saúde que não acreditaram nos relatos da paciente.

Priscila Falcão ainda discorda da prescrição médica de atividade física para tratamento das condições de saúde de quem tem a encefalomielite miálgica. Ela explica que o gasto de energia pode ser um fator desencadeante ou intensificador dos sintomas, após as atividades. 

Na contramão, ela defende o planejamento clínico de esforços para lidar melhor com a fadiga extrema e outros sintomas da doença. 

Brasília (DF) 13/05/2025 - Ato na Esplanada do ministérios dispõe vários pares de sapatos de pessoas acomeditas pela Encefalomielite Miálgica, uma condição crônica, grave e incapacitante, ainda sem protocolo de atendimento no Brasil. Priscila Falcão fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Vice-presidente da Associação Brasileira de Encefalomielite Miálgica e Síndrome de Fadiga Crônica (Abemdis), Priscila Falcão - Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“Ao contrário de ter uma melhora com a atividade física, como outras pessoas e eu mesma gostaria, a gente piora. Então, o manejo da energia é importante”.

Rede de apoio

A mãe da professora aposentada Priscila Falcão, a dona de casa Graça Noronha Falcão, viajou a Brasília em apoio à filha. Graça disse que é responsável até por dar banho na filha, nos momentos mais agudos da doença. E lamentou ver a filha nesta situação. 

“É muito difícil para as pessoas que convivem com essa doença extremamente debilitante”.

Em frente ao Congresso Nacional, foi colocado um banner com fotos de Ruben Ceratti, de 38 anos de idade, antes e depois da encefalomielite miálgica. O jovem convive com a doença há 9 anos e perdeu força na musculatura da mastigação, e por isso é alimentado por sonda. Como não teve condições físicas de se deslocar ao gramado, Ruben foi representado pelo pai, Claudio Ceratti. 

Brasília (DF) 13/05/2025 - Ato na Esplanada do ministérios dispõe vários pares de sapatos de pessoas acomeditas pela Encefalomielite Miálgica, uma condição crônica, grave e incapacitante, ainda sem protocolo de atendimento no Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ato na Esplanada dos Ministérios defende políticas para a Encefalomielite Miálgica - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O aposentado acredita que os sinais da doença foram agravados por diagnóstico e opção de tratamento equivocados. 

“Foi demorado, doloroso, com muito sofrimento e, totalmente, ineficaz”, avaliou o contexto.

Com a maior exposição e discussão sobre a doença depois da pandemia da covid-19, Claudio Ceratti acredita que haverá mais verbas e pesquisas sobre o tema, o que acende as esperanças de melhoria da condição do filho. 

“Em algum momento, em função de pesquisa, de alguma descoberta, vai surgir algo que possa, não digo, retorná-lo ao que ele era originalmente, mas, que lhe dê uma condição de vida com mais qualidade”, estimou o pai.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Endereços dos cines pornôs gays no Centro de Fortaleza

 ENDEREÇO DOS CINES DE FORTALEZA (CE) ☆CINE ARENA RUA MAJOR FACUNDO 1181 ☆CINE AUTORAMA RUA MAJOR FACUNDO 1193 ☆CINE MAJESTICK RUA MAJOR FACUNDO 866 ☆CINE SECRET RUA METON DE ALENCAR 607 ☆CINE SEDUÇÃO  RUA FLORIANO PEIXOTO 1307 ☆CINE IRIS  RUA FLORIANO PEIXOTO 1206 CONTINUAÇÃO ☆CINE ENCONTRO RUA BARÃO DO RIO BRANCO 1697 ☆CINE HOUSE RUA MENTON DE ALENCAR 363 ☆CINE LOVE STAR RUA MAJOR FACUNDO 1322 ☆CINE VIP CLUBE RUA 24 DE MAIO 825 ☆CINE ECLIPSE RUA ASSUNÇÃO 387 ☆CINE ERÓTICO RUA ASSUNÇÃO 344 ☆CINE EROS RUA ASSUNÇÃO 340

Nota de pesar

  A PRT-7 manifesta o mais profundo pesar pela morte dos servidores aposentados José Maciel da Silva e José Siqueira de Amorim. José Maciel da Silva faleceu em 22 de janeiro. Sua última lotação foi no Setor de Arquivo desta Procuradoria Regional do Trabalho. O servidor José Siqueira Amorim faleceu em 28 de fevereiro e encerrou a carreira na Secretaria da Coordenadoria de 2º Grau. Ao tempo em que se solidariza com os familiares e amigos, a PRT-7 reconhece a valorosa contribuição de ambos enquanto atuaram nesta instituição.

Chacina em Maranguape

 🚔🇧🇷🚑🛑🚨🚔🇧🇷🚑🛑🚨 *~𝐍🅾️𝐭í𝐜𝐢𝐚𝐬 𝐂🅾️𝐦 ©️𝐫𝐞𝐝𝐢𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞~* *©️𝐞𝐚𝐫á 𝐧𝐚 🅿️𝐚𝐧𝐝𝐞𝐦𝐢𝐚 𝐝𝐚 🅱️𝐚𝐥𝐚*🔫 *MAIS UMA MULHER É ASSASSINADA,JÁ SÃO 2️⃣3️⃣3️⃣ MULHERES ASSASSINADAS NO CEARÁ* *A VIOLÊNCIA CONTRA MULHER NÃO PARA NO CEARÁ* *MARANGUAPE/CHACINA* Segundo informações quarto pessoas foram executadas no Distrito de Amanari.  Elemento pernicioso, do Fundoró, Amanari, lesionado a bala, e depois de alguns minutos veio a óbito. Segundo informes, os algozes são da GDE da Babilônia. Tbm Amanari. Estavam em uma casa, onde foi invadida e começaram a disparar em todos. 04 obitos no local,03 homens e uma mulher.  *🅰️𝐆𝐔𝐀𝐑𝐃𝐀𝐍𝐃𝐎 𝐌𝐀𝐈𝐒 𝐈𝐍𝐅𝐎𝐑𝐌𝐀ÇÕ𝐄𝐒* 🚔🇧🇷🚑🛑🚨🚔🇧🇷🚑🛑🚨 🚔 *T&RÇ@-F&IR@/14/11/𝟐𝟎𝟐3*