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Flamengo x Estudiantes: informações sobre o jogo de volta da semifinal da Libertadores

  Flamengo x Estudiantes: informações sobre o jogo de volta da semifinal da Libertadores Rubro-Negro recebe os argentinos nesta quinta-feira (22), às 21h30, no Maracanã; quem avançar enfrentará o Palmeiras na decisão Por Comunicação Flamengo em 22/10/26 às 15:00 - Atualizado em 22/10/2026 às 15:17 Compartilhe Adriano Fontes / CRF O Flamengo entra em campo nesta quinta-feira (22) para decidir uma vaga na final da Conmebol Libertadores. Às 21h30, no Maracanã, o Rubro-Negro enfrenta o Estudiantes, pelo jogo de volta da semifinal, com o objetivo de confirmar a classificação diante da Nação. Após o empate sem gols na Argentina, uma vitória simples garante o Mais Querido na decisão. Em caso de nova igualdade, a vaga será definida nos pênaltis. Quem avançar enfrentará o Palmeiras na final, marcada para o dia 28 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai. O Mengão chega para a decisão embalado por uma sequência de 11 partidas de invencibilidade na temporada, com oito vitórias e três empates. A...

STF conclui interrogatório dos réus em quatro ações sobre tentativa de golpe de Estado Encerrada essa fase, em que foram ouvidos 31 acusados, ações penais seguem para diligências e alegações finais

 

Fachada do anexo II do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta segunda-feira (28), a fase de interrogatório dos 31 réus das Ações Penais (APs) 2668, 2693, 2694 e 2696, que apuram a tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023.

Os últimos a depor foram os 10 integrantes do Núcleo 3 – nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal, acusados de atacar o sistema eleitoral e criar condições para a ruptura institucional. O interrogatório foi conduzido pelo juiz auxiliar Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator das APs.

Foram ouvidos o coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, o general da reserva Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, o coronel Fabrício Moreira de Bastos, o coronel Márcio Nunes de Resende Jr., os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Ronald Ferreira de Araújo Jr. e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros e o agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares.

O interrogatório de réus é uma etapa prevista no Código de Processo Penal (CPP) e marca o momento em que os acusados são formalmente ouvidos pela Justiça. Nessa fase, eles têm o direito de apresentar sua versão dos fatos, podendo responder ou não às perguntas formuladas pelo juiz, pelo Ministério Público, por sua própria defesa e pelos advogados dos demais réus.

Próximos passos

Com o encerramento dessa fase, inicia-se o prazo de cinco dias para que as partes apresentem requerimentos para realização de diligências complementares, que devem buscar esclarecer circunstâncias ou fatos apurados na instrução. Acusação e defesas podem solicitar ao relator, entre outros, a juntada de novos documentos, a realização de perícia complementar e a realização de acareações.

A fase seguinte é a das alegações finais, em que, sucessivamente, acusação e defesa apresentam suas últimas manifestações por escrito. Nos casos em que há colaboração premiada, a defesa do colaborador deve se manifestar antes dos demais réus. A AP 2668 (Núcleo 1) já está nessa fase.

Concluídas as alegações, cabe ao relator liberar o processo para julgamento de mérito, em data a ser definida, no caso, pelo presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin.

Quem são os réus, por núcleo:

Núcleo 1 (AP 2668) – considerado o núcleo central da articulação do golpe (8 réus):

  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin)
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública)
  • Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional)
  • Jair Bolsonaro (ex-presidente da República)
  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens do presidente)
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil)

Núcleo 2 (AP 2693) – acusado de disseminar desinformação e ataques a instituições (6 réus):

  • Fernando de Sousa Oliveira (delegado da Polícia Federal)
  • Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor internacional da Presidência da República)
  • Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência)
  • Marília Ferreira de Alencar (delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal)
  • Mário Fernandes (general da reserva do Exército)
  • Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal)

Núcleo 3 (AP 2696) – ligado a ataques ao sistema eleitoral e à preparação da ruptura institucional (10 réus):

  • Bernardo Romão Correa Netto (coronel do Exército)
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel do Exército)
  • Márcio Nunes de Resende Jr. (coronel do Exército)
  • Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel do Exército)
  • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel do Exército)
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel do Exército)
  • Ronald Ferreira de Araújo Jr. (tenente-coronel do Exército)
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel do Exército)
  • Wladimir Matos Soares (agente da Polícia Federal)
  • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira (general da reserva)

Núcleo 4 (AP 2694) – também acusado de propagar desinformação e incitar ataques às instituições (7 réus):

  • Ailton Moraes Barros (ex-major do Exército)
  • Ângelo Denicoli (major da reserva do Exército)
  • Giancarlo Rodrigues (subtenente do Exército)
  • Guilherme Almeida (tenente-coronel do Exército)
  • Reginaldo Abreu (coronel do Exército)
  • Marcelo Bormevet (agente da Polícia Federal)
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal)

Todos os réus respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, além de deterioração de bem tombado.

(Redação//CF)

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