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Liga das Nações: seleção feminina pega Japão na quarta em 1º mata-mata Duelo de quartas de final em Macau, na China, terá início às 8h30

  A seleção brasileira feminina de vôlei volta à quadra na próxima quarta-feira (22) contra o Japão no primeiro três jogos eliminatórios (mata-mata) até a conquista do título da Liga das Nações. Será o segundo confronto das equipes na competição: na fase classificatória, a Amarelinha levou a melhor sobre as asiáticas por 3 sets a 1. O duelo de quartas de final será em Macau (China), a partir das 8h30 (horário de Brasília). A seleção busca o título inédito no torneio. Comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, a seleção chega embalada ao mata-mata, com o terceiro lugar na fase classificatória (nove triunfos e três derrotas). Já as japonesas encerram na sexta posição (venceram oito e perderam quatro jogos). Se avançar, o Brasil enfrentará na semifinal o vencedor da outra partida, entre Itália (vice-líder da primeira fase) e Países Baixos (7º), também programada para quarta (22), a partir das 5h. Para a reta final da competição, a equipe brasileira terá de lidar com a ausência d...

Visão do Palácio do Planalto - Escalada da guerra expõe fracasso do acordo entre Irã e EUA Ataques se intensificam em meio à disputa pelo Estreito de Ormuz

 A escalada da guerra no Oriente Médio nos últimos dias expõe o fracasso do acordo costurado entre Irã e Estados Unidos (EUA) para pôr fim ao conflito que já custou a vida de milhares de pessoas na região, desde o dia 28 de fevereiro.

Os ataques aumentaram contra o Irã, incluindo bombardeios contra infraestruturas civis como pontes, hospital, usinas de dessalinização de água, de produção de combustíveis e até um canteiro de obras de uma usina nuclear. 

Do outro lado, o Irã intensifica ataques contra alvos em países do Golfo, como Jordânia, Bahrein e Kuwait, atingindo tanto bases militares dos EUA nesses países, quanto algumas infraestruturas civis, como usinas de dessanilização de água e de produção de energia.

O especialista em segurança e geopolítica, o major-general português Agostinho Costa, afirmou à Agência Brasil que o memorando de entendimento assinado entre EUA e Irã não passou de uma “mentira” ou uma “manobra diversionista” de Washington diante da baixa nas reservas de petróleo causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz

“O presidente Donald Trump assinou o memorando porque foi informado que as reservas estratégicas de petróleo duravam mais quatro semanas, o que iria provocar uma crise, principalmente de diesel. O acordo foi uma ficção, sem intenção de se cumprir, como todos os papéis que os americanos assinam”, disse.

O ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal acrescentou que, a partir do momento que os EUA cumprissem o memorando, eles estariam entregando, para controle do Irã, a rota marítima de países “clientes” dos EUA como Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein e Kuwait.

“O que está em jogo é a hegemonia norte-americana na região. É o fim do império norte-americano. Isso é o que está em jogo e é isso que faz com que os americanos tenham voltado à carga”, completou.

A Jordânia como alvo

O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos explicou à Agência Brasil que existem poucas diferenças entre essa nova fase da guerra e as anteriores, com destaque para os ataques mais pesados do Irã contra alvos na Jordânia.

“Isso porque a Jordânia se tornou o maior hub logístico da Força Aérea americana por pelas fragilidades das bases do Golfo. Além disso, Israel está fora da guerra, só que o aeroporto Ben Gurion [em Israel] é também uma das maiores bases aéreas dos EUA na região e não está sendo atacado, funcionando como espécie de santuário”, destacou.

Estudioso de Ásia, Teoria Militar e Defesa, Ali Ramos acrescenta que não estão sendo alcançados os principais objetivos anunciados pelos EUA para a guerra, como o fim do programa nuclear iraniano, o fim do programa balístico de Teerã e o fim do apoio às milícias do Oriente Médio.  

“Com isso, os EUA estão escalando para uma estratégia de guerra de terra arrasada, tanto é que atacaram uma fábrica de dessalinização, deixando 10 mil pessoas sem água no Irã.  Só que isso só vai dar mais legitimidade para o regime iraniano”, completou.

EUA sem estratégia

Para o major-general Agostinho Costa, os EUA estão demonstrando não terem uma nova estratégia para essa nova fase da guerra contra o Irã, repetindo as campanhas de bombardeio aéreo contra o país persa que já não vinham dando resultados desde 28 de fevereiro.

“Mais uma vez, os americanos mostram que não têm estratégia nenhuma. Por um lado, não querem se empenhar em invasão terrestre, por outro, julgam que resolvem um problema estratégico com um país da dimensão do Irã apenas com aviões”, comentou.

Ao mesmo tempo, o militar português avalia que as capacidades ofensivas do Irã têm se mostrado eficazes, não parecendo que estejam deterioradas, como diz o governo dos EUA.  

“Estamos naquilo que podemos chamar de ‘gestão da escalada do conflito’. Ainda não estamos em um impasse, o que só deve ocorrer quando não houve mais capacidade para escalada. Mas ainda há capacidade para escalada”, concluiu.

Entenda a guerra

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a agressão lançada por Israel e EUA contra o Irã, tanto em junho de 2025, como a partir de 28 de fevereiro deste ano, buscava a “troca de regime” no país persa para, entre outros objetivos, deter a expansão econômica da China na região e consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio. 

Diante do fracasso em derrubar o regime político da República Islâmica no Irã, os EUA afirmam que agora buscam retomar o status de navegação no Estreito de Ormuz como era antes da guerra.

Porém, o governo iraniano afirma que a gestão do Estreito, por onde transitavam antes da guerra cerca de 20% do comércio do petróleo global, deve ter um novo modelo a ser definido, principalmente, por Irã e Omã, levando em conta as necessidades da segurança nacional iraniana.

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