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Ceagesp constrói estrutura provisória para atingidos por incêndio

  Ceagesp constrói estrutura provisória para atingidos por incêndio Estrutura provisória deve ser entregue dia 16 de outubro Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil Publicado em 07/10/2026 - 19:47 São Paulo © Paulo Pinto/Agência Brasil Versão em áudio Os trabalhadores e comerciantes que atuavam no pavilhão MFE-A da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp)​, consumido por um incêndio entre a noite de 05 de setembro e a madrugada do dia 06, passarão a trabalhar em novo espaço no dia 16 de outubro, protegidos por duas tendas galpão, distantes uma quadra da estrutura inicial. O espaço será um pouco menor do que o original, passando de 6 mil metros quadrados (m²) para 4,8 mil m², onde os 124 comerciantes voltarão a ter um local centralizado para atendimentos. São Paulo (SP), 07/10/2026 - Obras no Ceagesp após incêndio. Foto - Paulo Pinto/Agência Brasil Hoje eles estão atendendo ao redor do pavilhão afetado, em tendas com lona, de forma insalubre por con...

Carta Proposta dos Jornalistas para as Eleições 2026

 

Carta Proposta dos Jornalistas para as Eleições 2026

Às candidatas e aos candidatos ao Governo do Ceará, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e a Associação Cearense de Imprensa (ACI), entidades comprometidas com a liberdade de imprensa, a valorização do trabalho jornalístico e o direito da sociedade à informação, apresentam esta carta-proposta às candidaturas que disputam as Eleições 2026.

As entidades signatárias não se confundem com partidos políticos. Como organizações da sociedade civil, participam legitimamente do debate público e contribuem para que as escolhas eleitorais sejam orientadas por compromissos claros com a democracia, os direitos humanos, a liberdade de expressão, a pluralidade de vozes e o trabalho digno.

Esta carta reúne reivindicações históricas da categoria e propostas debatidas por jornalistas no Ceará e no país diante das mudanças ocorridas no cenário contemporâneo: expansão das plataformas digitais e dos sistemas de inteligência artificial sem regulação democrática adequada, crise de sustentabilidade do jornalismo, precarização das relações de trabalho, disseminação de desinformação e crescimento das agressões, ameaças e campanhas de assédio contra profissionais da imprensa.

Uma democracia forte exige jornalismo livre, plural, diverso e sustentável. Exige profissionais valorizados, com remuneração adequada, jornada legal respeitada, proteção contra a violência e condições para exercer sua função social com independência. Exige também a democratização da comunicação, com maior diversidade de vozes, fontes e meios, enfrentamento à concentração e ampliação das possibilidades de produção e circulação de informação. Isso passa ainda pelo fortalecimento de uma comunicação pública autônoma, pela transparência na aplicação dos recursos públicos e por políticas que garantam à população amplo acesso à informação de interesse público.

Defendemos desenvolvimento sustentável com distribuição de renda, inclusão social, emprego de qualidade, concursos públicos, sistemas tributários justos, políticas públicas efetivas, participação social e respeito ao direito à comunicação e à informação. Defendemos a ampliação do acesso ao mercado de trabalho para grupos sociais historicamente marginalizados, com políticas de diversidade, inclusão e ações afirmativas, inclusive por meio de cotas, como instrumentos de enfrentamento às desigualdades. Defendemos ainda a proteção e a ampliação dos direitos trabalhistas e previdenciários, bem como o fortalecimento da negociação coletiva e das entidades representativas dos trabalhadores.

Convidamos todas as candidaturas a conhecer estas propostas, dialogar com a categoria e assumir compromisso público com sua implementação, dentro das atribuições do cargo ao qual concorrem. Os compromissos assumidos poderão orientar a interlocução e o acompanhamento dos mandatos eleitos a partir de 2027.

Princípios orientadores

  • Liberdade de imprensa e de expressão sem censura prévia
  • Direito da sociedade à informação de interesse público
  • Valorização profissional, trabalho digno e negociação coletiva
  • Pluralidade, diversidade regional e independência editorial
  • Comunicação pública autônoma, democrática e participativa
  • Transparência na distribuição de recursos públicos
  • Proteção integral de jornalistas e profissionais da comunicação
  • Enfrentamento à desinformação com respeito aos direitos fundamentais
  • Enfrentamento ao assédio judicial contra jornalistas e veículos de comunicação

Compromissos nacionais

1. Regulamentação das plataformas digitais e da inteligência artificial

Instituir marco regulatório democrático para plataformas digitais e sistemas de inteligência artificial, com transparência, responsabilização, proteção de dados, enfrentamento à desinformação e aos conteúdos ilícitos e salvaguardas socioambientais que considerem os impactos de sua infraestrutura sobre o meio ambiente, os territórios e as comunidades.

Assegurar remuneração justa pela utilização de conteúdos jornalísticos, inclusive em treinamento, síntese e respostas geradas por sistemas de IA. A regulação deve proteger os direitos autorais, o segredo da fonte, a autonomia editorial e a supervisão humana, estabelecer mecanismos de prevenção, correção e responsabilização por informações falsas ou fabricadas por sistemas de IA, garantir condições equilibradas de negociação para veículos de diferentes portes e impedir que a inovação tecnológica sirva para reduzir direitos ou substituir indiscriminadamente postos de trabalho jornalístico.

2. Fundo Nacional de Apoio e Fomento ao Jornalismo

Apresentar e aprovar projeto de lei que institua o Fundo Nacional de Apoio e Fomento ao Jornalismo (Funajor), financiado prioritariamente por contribuição incidente sobre grandes plataformas digitais e por outras fontes legalmente definidas.

Distribuir os recursos por editais públicos e critérios transparentes, com governança independente e participação social. O fundo deve apoiar jornalismo nacional, regional, local, comunitário, cooperativo e independente, incentivar inovação e diversidade e impedir qualquer ingerência governamental ou empresarial sobre o conteúdo editorial dos projetos apoiados.

3. PEC do Diploma

Incluir em pauta e aprovar a PEC 206/2012, originária do Senado e pronta para deliberação no Plenário da Câmara dos Deputados, que restabelece a formação superior específica em Jornalismo como requisito para o exercício profissional, resguardadas a liberdade de expressão e as manifestações de pensamento que não se confundem com o exercício da profissão regulamentada.

A formação universitária específica reforça o domínio técnico, ético e humanístico necessário à produção jornalística de interesse público.

4. Piso Salarial Nacional dos Jornalistas

Aprovar o PL 2.209/2025, que institui piso salarial nacional de R$ 6.982,00 para jornada de 30 horas semanais, com reajuste anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), sem prejuízo de pisos e condições mais favoráveis assegurados por lei, acordo ou convenção coletiva.

O piso nacional é instrumento de valorização profissional, redução das desigualdades regionais e fortalecimento da negociação coletiva.

5. Regulamentação profissional e Lei do Multimídia

Atualizar o Decreto-Lei nº 972/1969, o Decreto nº 83.284/1979 e os dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho aplicáveis aos jornalistas, adequando a regulamentação profissional às formas contemporâneas de produção, edição e distribuição de conteúdo e superando classificações baseadas exclusivamente nos suportes tradicionais. A legislação deve reconhecer expressamente os veículos e atividades jornalísticas digitais, inclusive os nativos digitais, garantindo segurança jurídica para o enquadramento profissional, a representação sindical e a negociação coletiva, além de contemplar atividades como jornalismo de dados, podcast, verificação de fatos, assessoria de imprensa e uso de ferramentas de inteligência artificial.

Revogar ou revisar profundamente a Lei nº 15.325/2026, que criou a profissão de multimídia com atribuições amplas e sobrepostas às de categorias já regulamentadas. A nova disciplina deve ser construída com participação das entidades profissionais, impedir substituições fraudulentas e assegurar salário, jornada, crédito, direitos autorais e condições de trabalho compatíveis com as funções efetivamente exercidas.

6. Conselho Federal e Conselhos Regionais de Jornalismo

Apoiar a tramitação e a aprovação de proposta legislativa que institua o Conselho Federal de Jornalismo e seus conselhos regionais, com autonomia, transparência, participação da categoria, devido processo e salvaguardas expressas à liberdade de imprensa e de expressão.

O sistema deverá atuar na orientação e fiscalização profissional, na organização dos registros e na definição de parâmetros técnicos e deontológicos, sem poder de censura prévia ou interferência na linha editorial dos veículos.

7. Meia-entrada cultural nacional para jornalistas

Alterar a Lei nº 12.933/2013 e sua regulamentação para estender aos jornalistas o direito à meia-entrada em atividades culturais, educativas, esportivas e de lazer, mediante comprovação do registro profissional ou apresentação da carteira nacional de jornalista emitida pela FENAJ.

A ampliação do acesso a bens e atividades culturais contribui para a formação continuada dos profissionais e para a circulação da produção cultural brasileira.

8. Direitos trabalhistas e combate à precarização

Rever e revogar medidas das reformas trabalhista e previdenciária que tenham reduzido direitos, enfraquecido a negociação coletiva ou estimulado a precarização. Adotar medidas contra pejotização fraudulenta, terceirização abusiva, contratos precários e uso de estágios para substituir postos de trabalho.

Fortalecer a contratação formal, a fiscalização trabalhista, a negociação coletiva e a proteção previdenciária. Regulamentar o custeio do teletrabalho, o trabalho multiplataforma, o direito à desconexão e a proteção da saúde física e mental. Apoiar a redução geral da jornada sem redução salarial e o fim da escala 6×1, preservada a jornada profissional específica dos jornalistas.

9. Comunicação pública federal

Fortalecer a Empresa Brasil de Comunicação e o sistema público de comunicação, assegurando autonomia editorial, financiamento permanente, governança participativa, realização de concursos públicos e plano de cargos, carreiras e salários.

Separar claramente comunicação pública, orientada pelo interesse da sociedade, de comunicação estatal e governamental. Ampliar a produção regional e a presença do sistema público em todo o país.

10. Segurança e proteção dos jornalistas

Consolidar política nacional de prevenção e resposta a ameaças, agressões, assédio judicial e ataques digitais contra jornalistas e comunicadores. Fortalecer o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, com orçamento, equipes, proteção emergencial e avaliação independente.

Adotar protocolos para preservação de fontes, equipamentos e provas digitais, investigação rápida de crimes, enfrentamento a ataques coordenados e proteção específica diante de violência de gênero, raça, orientação sexual, deficiência e atuação no interior. Garantir equipamentos de proteção e atenção psicossocial em coberturas de risco.

11. Acesso à informação, proteção de fontes e transparência

Garantir o cumprimento da Lei de Acesso à Informação, dados abertos, agendas públicas, coletivas regulares e tratamento isonômico a veículos e profissionais, inclusive da imprensa local e independente.

Proteger o sigilo da fonte, os dados pessoais e a segurança digital das redações, com apoio a profissionais vítimas de invasão de contas, espionagem, exposição indevida de dados e perseguição judicial abusiva.

Compromissos para o Ceará

1. Carreira e concurso público para jornalistas

Instituir carreira própria de jornalista na administração estadual direta e indireta, incluindo autarquias, fundações, empresas públicas e órgãos do Poder Legislativo, com ingresso por concurso, plano de cargos, carreiras e salários e jornada legal de cinco horas diárias, observadas as hipóteses de prorrogação remunerada previstas na legislação.

Realizar concursos para suprir necessidades permanentes, reduzir vínculos temporários e terceirizados e garantir equipes dimensionadas para a comunicação pública, a transparência e o atendimento ao direito à informação.

2. Piso salarial estadual dos jornalistas

Assumir o compromisso de encaminhar, em 2027 e nos termos da Lei Complementar federal nº 103/2000, projeto de piso salarial estadual para jornalistas enquanto não houver piso nacional em vigor, aplicável aos trabalhadores sem condição mais favorável em lei, acordo ou convenção coletiva.

Fixar o piso em valor nominal compatível com a referência deliberada pela categoria e reajustá-lo anualmente pelo INPC, sem vinculação automática ao salário mínimo. Para coerência com a pauta nacional de 2026, recomenda-se valor inicial não inferior aos R$ 6.982,00 previstos no PL 2.209/2025.

3. Meia-entrada cultural estadual para profissionais da imprensa

Apresentar ou apoiar norma que estenda a jornalistas, radialistas e demais profissionais da imprensa o direito à meia-entrada em atividades culturais e de lazer no Ceará.

Permitir a comprovação por registro profissional emitido pelo órgão competente ou por documento de identificação expedido por entidade representativa regularmente constituída, sem exigir filiação sindical como condição para o benefício.

4. Formação em Jornalismo nos cargos públicos

Definir, nos planos de cargos e editais de concurso para funções jornalísticas, requisitos de formação e registro compatíveis com a legislação federal aplicável e com as atribuições efetivas do cargo, evitando nomenclaturas genéricas usadas para ocultar ou precarizar o trabalho jornalístico.

Apoiar a PEC 206/2012 no plano federal e submeter qualquer exigência estadual adicional a análise jurídica prévia, em respeito à competência da União para legislar sobre condições de exercício profissional.

5. Jornada, desvio e acúmulo de função

Assegurar a jornada profissional de cinco horas diárias aos jornalistas das assessorias de imprensa, empresas estatais, autarquias, fundações e demais órgãos públicos, admitida prorrogação até sete horas apenas nos termos legais e com remuneração correspondente.

Coibir desvio de função e acúmulo habitual de atribuições sem contratação e remuneração compatíveis. Garantir crédito profissional, direitos morais sobre o conteúdo produzido e condições adequadas para atividades presenciais, externas, remotas e multiplataforma.

6. Diálogo sindical e desconto em folha

Reconhecer o Sindjorce como representante sindical dos jornalistas que trabalham na administração estadual direta e indireta e na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, mantendo diálogo permanente nas pautas da categoria e nas negociações coletivas.

Criar procedimento para desconto em folha das mensalidades sindicais mediante autorização dos filiados e das contribuições assistenciais regularmente instituídas, observados a legislação, os instrumentos coletivos, o direito de oposição e a jurisprudência vigente. Facilitar formas democráticas de organização nos locais de trabalho.

7. Fomento ao jornalismo independente

Criar editais permanentes e transparentes de fomento ao jornalismo independente, local, regional, comunitário, cooperativo e de interesse público, com critérios objetivos, distribuição territorial e respeito à autonomia editorial.

Incluir iniciativas de pequeno e médio porte, projetos sem fins lucrativos e novos modelos sustentáveis, vedado o uso do financiamento como instrumento de controle político ou discriminação por linha editorial.

8. Formação, pesquisa e inovação

Instituir programa estadual de formação continuada em parceria com universidades públicas, a Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace), o Sindjorce, a ACI e entidades do campo da comunicação.

Apoiar educação midiática e informacional, pesquisa, jornalismo de dados, segurança digital, novos modelos de negócio e uso ético de inteligência artificial. Fortalecer o Laboratório de Inovação Jornalística do Ceará como espaço de formação, experimentação e intercâmbio, com atenção ao jornalismo regional e à geração de trabalho digno.

9. Enfrentamento à desinformação e educação midiática

Desenvolver políticas permanentes de educação midiática e informacional e campanhas públicas de valorização do jornalismo profissional em parceria com Sindjorce, ACI, FENAJ, universidades e organizações da sociedade civil.

Abordar desinformação, conteúdos sintéticos, deepfakes e transparência no uso de inteligência artificial, com respeito à liberdade de expressão e sem mecanismos de censura. As candidaturas devem assumir código público de conduta contra assédio digital a jornalistas, redes inautênticas e manipulação de conteúdo.

10. Protocolo estadual de segurança para jornalistas

Criar e implementar protocolo estadual de segurança pactuado com os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, forças de segurança, Ministério Público, Defensoria Pública e entidades representativas.

Estabelecer regras para coberturas de manifestações e operações policiais, acesso a áreas públicas, preservação de equipamentos e fontes, prevenção de detenções arbitrárias e canais rápidos de denúncia e resposta. Incluir ameaças digitais, exposição de dados, assédio coordenado, violência de gênero e raça e proteção a profissionais no interior. Monitorar agressões e publicar relatório periódico com dados e providências.

11. Gestão democrática da comunicação pública

Assegurar que a direção editorial e a gestão do jornalismo da TV Ceará e do Sistema Alece de Comunicação sejam exercidas por profissionais qualificados, selecionados por critérios técnicos e transparentes.

Instituir participação social na definição e fiscalização das diretrizes de programação, garantir autonomia editorial e ampliar a produção independente e regional na TV Ceará, na Alece TV, na Alece FM, na Agência de Notícias da Alece e nos meios digitais. Utilizar a comunicação pública para informar, educar, promover cultura e participação social, sem promoção pessoal de autoridades ou governos.

12. Conselho e Conferência Estadual de Comunicação

Instituir Conselho Estadual de Comunicação permanente, plural e transparente para formular, acompanhar, fiscalizar e avaliar as políticas estaduais de comunicação, com participação efetiva da sociedade civil e vedação a qualquer forma de censura.

Realizar periodicamente Conferência Estadual de Comunicação, com etapas regionais e participação social ampla, para aprovar diretrizes e avaliar a execução das políticas públicas e a atuação do Conselho.

13. Publicidade oficial democrática e transparente

Estabelecer critérios públicos, objetivos e auditáveis para a distribuição de publicidade oficial, considerando alcance, produção jornalística própria, relevância local e regional, acessibilidade, diversidade e interesse público.

Publicar em transparência ativa e formato aberto valores contratados e executados, campanhas, agências, veículos e beneficiários finais, incluindo plataformas digitais e produtores de conteúdo. Garantir acesso a pequenos e médios veículos e vedar discriminação ou favorecimento com base em linha editorial.

14. Comunicação popular e comunitária

Criar programa estadual de apoio à estruturação e ao funcionamento de meios de comunicação popular e comunitária, projetos de mídia livre, inclusão digital e software livre.

Construir a política em diálogo com comunidades, povos tradicionais, periferias, organizações sociais e grupos que já desenvolvem essas iniciativas, com critérios transparentes e respeito à autonomia dos projetos apoiados.

15. Sistema e Fundo Estadual de Comunicação Pública

Estruturar o Sistema Público Estadual de Comunicação, integrando canais públicos e comunitários de rádio, televisão e meios digitais, e instituir Fundo Estadual de Comunicação Pública com fontes permanentes, governança participativa e controle social.

Financiar editais e políticas para uma rede plural de comunicação pública, popular, comunitária e independente em todas as regiões do Ceará. Criar e integrar rede de rádios e canais digitais no interior para difundir informações de interesse público e ampliar a participação das comunidades.

16. Saúde mental, diversidade, equidade e acessibilidade

Criar políticas de prevenção e enfrentamento ao assédio moral e sexual, à sobrecarga, ao adoecimento psíquico e à violência ocupacional, com atenção a profissionais expostos a coberturas traumáticas e conteúdo violento.

Promover igualdade salarial e de oportunidades, enfrentar racismo, sexismo, LGBTfobia e capacitismo, ampliar a inclusão de pessoas com deficiência e assegurar acessibilidade nos conteúdos e serviços de comunicação pública.

17. Acesso à informação e relações com a imprensa

Garantir respostas tempestivas à imprensa e aos pedidos de acesso à informação, dados abertos, agendas públicas, coletivas regulares e tratamento isonômico a veículos e profissionais, inclusive do interior e de iniciativas independentes.

Preservar arquivos públicos e acervos jornalísticos, aperfeiçoar portais de transparência e impedir retaliações administrativas ou publicitárias motivadas por cobertura crítica.

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