*Ceará é o estado com a menor taxa de feminicídios do Brasil*
_De acordo com os dados disponibilizados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Governo Federal, o Ceará ocupa a última posição no ranking nacional da taxa de feminicídios_
Nos sete primeiros meses de 2026, o Ceará figura como o estado com a menor taxa de feminicídios por 100 mil habitantes entre os estados brasileiros. Com a atualização dos índices, o estado, que ocupava a penúltima posição no ranking nacional de 2025, passou a ocupar a 27ª posição, com uma taxa de 0,26 feminicídio por 100 mil habitantes, frente aos 0,51 registrados no ano passado. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
> Dados da SSPDS
Em agosto de 2026, o Ceará registrou uma redução de 40% nos casos de feminicídio, em comparação com o oitavo mês do ano passado. Ao todo, foram três óbitos em agosto deste ano, contra cinco registros no mesmo recorte temporal, em 2025. Já no acumulado dos oito primeiros meses do ano, a redução ficou em 20,6%, com 27 mortes em 2026 contra 34 ocorrências no ano passado. Ao todo, as Forças de Segurança do Ceará registraram 38 capturas por feminicídio entre janeiro e agosto de 2026. Durante todo o ano passado, foram 72 prisões ou apreensões. Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
> Prevenção
Atualmente, a rede estadual conta com 112 equipamentos voltados à proteção, ao atendimento e à garantia de direitos das mulheres, distribuídos nas diferentes regiões do Ceará. São eles: 13 Delegacias de Defesa da Mulher, cinco Casas da Mulher Cearense, 58 Casas da Mulher municipais, 35 Salas Lilás e uma Casa da Mulher Brasileira.
No âmbito da Polícia Militar do Ceará (PMCE), o Grupo de Apoio às Vítimas de Violência (Gavv), do Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac), presta suporte contínuo às mulheres e demais integrantes de grupos vulneráveis, que foram vítimas de violência. Desde a criação do Gavv, em 2013, nenhuma das mulheres assistidas pelos policiais militares do grupo foi vítima de feminicídio.
Na Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), a população conta com 13 unidades da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), responsáveis por receber denúncias e investigar crimes praticados no âmbito doméstico e familiar, além de feminicídios e crimes sexuais. Duas unidades ficam em Fortaleza. No Cariri, em Juazeiro do Norte, a DDM funciona na Casa da Mulher Cearense do município. Crato também conta com uma unidade especializada. Outras cidades do interior também dispõem de DDMs. São elas: Iguatu, Icó, Sobral, Quixadá, Crateús, Tauá, Pacatuba, Caucaia e Maracanaú.
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) dispõe do Núcleo de Atendimento Especial à Mulher, Criança e Adolescente (Namca), serviço destinado às vítimas de crimes sexuais, com espaço humanizado para acolhimento durante a realização dos exames periciais.
Já a Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE) contempla, em suas ações de ensino, a temática do atendimento às mulheres em situação de violência. Por meio de disciplinas e cursos ofertados nas modalidades de formação inicial e continuada, ascensão profissional e capacitações específicas, são abordados temas como direitos humanos, proteção aos grupos vulneráveis, violência de gênero, feminicídio e atendimento especializado às vítimas, com o objetivo de preparar os profissionais das instituições vinculadas à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) para uma atuação técnica, humanizada e alinhada à legislação vigente.
Denúncias
A SSPDS reforça, ainda, a importância da denúncia. O acionamento de emergência das Forças de Segurança pode ser feito via Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops/SSPDS), que conta com o Grupo de Despacho do Copac (GD-Copac) da PMCE. O serviço garante um atendimento diferenciado já na chamada pelo Disque 190.
As denúncias também podem ser realizadas por meio do número 181, o Disque-Denúncia da SSPDS, ou pelo WhatsApp (85) 3101-0181, que recebe mensagens, áudios, vídeos e fotografias. Outra opção é a “e-denúncia”, disponível no site do serviço 181. Além disso, está disponível o telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, do Ministério da Mulher.
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