Novas estações de acessibilidade são inauguradas na Beira-Mar durante Remada Girassol
Estruturas ampliam o acesso ao mar para pessoas com deficiência; terceira estação está em construção e deve ser entregue até o fim de 2026
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A Prefeitura de Fortaleza inaugurou, neste sábado (12/9), duas estações de acessibilidade ao mar na Avenida Beira-Mar, no bairro Meireles. As estruturas contam com rampas de acesso que facilitam a entrada de pessoas com deficiência no mar. Durante a entrega, também foi realizada a primeira edição da Remada Girassol, que reuniu 300 pessoas com deficiência em uma manhã de esporte, lazer e convivência.
As estações acessíveis estão localizadas nos números 3100 e 3200, próximas ao Clube Náutico e ao Jardim Japonês. Uma terceira estrutura está em construção e tem previsão de entrega até o final de 2026. A iniciativa integra o Plano Fortaleza Inclusiva e as ações do Mês da Pessoa com Deficiência.
O prefeito Evandro Leitão destacou que a iniciativa amplia as possibilidades de lazer, esporte e convivência para pessoas com deficiência, garantindo mais acessibilidade a um dos principais espaços públicos da cidade.

“Quando falamos de uma cidade mais inclusiva, precisamos olhar para todos os setores e segmentos da sociedade. As pessoas com deficiência são um segmento com o qual nós nos comprometemos ainda na campanha de 2024 e, desde o primeiro dia de 2025, temos implementado ações para garantir mais inclusão e acessibilidade”, afirmou o prefeito.
“Foi assim com a Praia Acessível e, agora, com a Remada Girassol, que faz parte da Rede Girassol. Aqui, estamos tornando a praia mais acessível, com a construção de rampas, a adaptação dos banheiros e a disponibilização de cadeiras anfíbias, uma demanda antiga das pessoas com deficiência”, garantiu o prefeito.
Ainda de acordo com Evandro, além da estrutura física, a proposta é tornar a Remada Girassol um evento permanente, realizado sempre no último fim de semana de cada mês, promovendo lazer, esporte e sociabilidade para pessoas com deficiência e suas famílias.
A primeira-dama e presidente do Gabinete de Governança do Plano Fortaleza Inclusiva, Cristiane Leitão, destacou que a iniciativa beneficia não apenas as pessoas com deficiência, mas também seus familiares.
“Esta é uma gestão do cuidado, uma gestão que realmente inclui as pessoas. Hoje estamos aqui em um espaço de lazer com várias famílias. Não estamos beneficiando apenas as pessoas com deficiência, mas famílias inteiras que, muitas vezes, precisam ficar em casa porque não têm acessibilidade para levar seus filhos”, disse a primeira-dama.
“Fortaleza tem nas praias uma das suas maiores belezas, mas, durante muito tempo, esses espaços não tinham a acessibilidade necessária. Agora conseguimos implantar, isso é motivo de muita gratidão”, concluiu Cristiane Leitão.
A Remada Girassol conta com a parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) e Kayakeria Escola de Kayak, reunindo profissionais e estrutura de apoio para garantir segurança e acessibilidade durante as atividades.
Uma manhã de lazer
Para as famílias que participaram da primeira Remada Girassol, a estrutura representa uma nova possibilidade de acesso à praia e de convivência. Maria Joana da Silva, mãe de Jéssica Mayara, que tem grau três de suporte no Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacou que a iniciativa oferece às famílias um espaço de inclusão e convivência com mais segurança e autonomia.

“Esse espaço de inclusão e convivência era algo de que a gente precisava muito. É muito difícil para quem vem pela pista conseguir chegar até a areia, empurrando a cadeira e sem condições de descer. Agora ficou ótimo. Foi a melhor coisa que fizeram”, destacou.
A opinião foi compartilhada por Luciane Garcia, mãe de Pedro Lucas, que tem síndrome de Down. Ela elogiou o acolhimento oferecido pelos profissionais durante a atividade.
“Quando chegamos, os monitores já nos receberam, e isso traz um alívio enorme para o coração da gente. É muito bom ver que nosso filho está sendo acolhido por pessoas que entendem as necessidades de uma criança com deficiência”, explicou.
Fotógrafa e atleta, Jordênia Custódio começou a praticar esportes náuticos após perder a perna direita. Para ela, a existência de estruturas acessíveis representa mais autonomia para pessoas com deficiência que desejam praticar atividades no mar.

“Antes, eu precisava sentar no barranco para conseguir descer até a areia. E, se para mim já era difícil, imagina para uma pessoa cadeirante. Quem gosta de praticar esporte não tem vergonha de ser ajudado, mas é um pouco constrangedor depender sempre de alguém para conseguir chegar ao mar. Hoje, com esse espaço acessível, melhorou bastante”, pontuou.
“Para a pessoa com deficiência, o esporte traz autoestima e, principalmente, a possibilidade de estar onde ela quer. Eu já pratiquei natação e outros esportes, mas foi no mar que eu me encontrei. Se eu pudesse, estaria aqui todos os dias. Esse pedaço de Fortaleza, a Beira-Mar, é a minha paixão”, finalizou.
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