Setembro Amarelo: como o acolhimento em saúde mental pode transformar vidas
Em Fortaleza, a população conta com uma Rede de Atenção Psicossocial estruturada para acolher e acompanhar diferentes situações de sofrimento psíquico

Uma conversa, uma escuta atenta ou simplesmente estar disponível para alguém que não está bem pode fazer toda a diferença. É com esse olhar que a campanha Setembro Amarelo reforça importância de falar sobre saúde mental, acolher sem julgamentos e buscar ajuda quando necessário.
Em Fortaleza, a população conta com uma Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) formada por 16 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades de Acolhimento, leitos de saúde mental em hospitais gerais e residências terapêuticas. Em 2026, 260 servidores concursados foram convocados para atuar na RAPS.
Há quatro anos, Vânia Cavalcante, 56 anos, é acompanhada pelo Caps do Jardim América (Regional 4). Para ela, ter um espaço onde pode ser ouvida e contar com o acompanhamento de uma equipe fez diferença no processo de cuidado. “Eu tenho depressão há quatro anos e sou acompanhada aqui no Caps. Estou bem. A equipe é maravilhosa e muito acolhedora. Faço terapia em grupo de 15 em 15 dias. Tô me cuidando. É muito importante ter esse acompanhamento e cuidar da saúde mental”, conta.
Além dos atendimentos individuais, psicológicos e psiquiátricos, os CAPS promovem atividades coletivas, terapias em grupo e ações que estimulam a convivência e o fortalecimento de vínculos.
Segundo a gerente de Saúde Mental de Fortaleza, Núbia Caetano, o cuidado também começa nas relações do dia a dia. “Muitas vezes, a pessoa precisa apenas encontrar um espaço seguro para falar sobre o que está sentindo. Escutar com atenção, sem julgamentos, também é uma forma de cuidado e pode ser o primeiro passo para que ela procure ajuda”, explica.
Programação
Durante todo o mês, os CAPS e outros serviços da RAPS ampliam as ações relacionadas ao Setembro Amarelo, com rodas de conversa, atividades externas, exibição de filmes e momentos de terapia em grupo. As iniciativas buscam estimular o diálogo, a convivência e a escuta empática.
Embora setembro seja o mês de maior visibilidade da campanha, as ações de promoção da saúde mental são desenvolvidas durante todo o ano.
A busca por atendimento pode começar nos postos de saúde. As equipes da Atenção Primária acolhem as demandas de saúde mental e, quando necessário, encaminham os usuários para os CAPS e outros serviços especializados da rede.
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