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TSE verifica os sistemas eleitorais na véspera do 2º turno das Eleições 2026 Presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que os sistemas estão “prontos, autênticos e blindados contra qualquer ingerência indevida”

  TSE verifica os sistemas eleitorais na véspera do 2º turno das Eleições 2026 Presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que os sistemas estão “prontos, autênticos e blindados contra qualquer ingerência indevida” 24/10/2026 14:54 Compartilhar página por e-mail Compartilhar pagina via Facebook Compartilhar página no WhatsApp O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, neste sábado (24), a Cerimônia de Verificação dos Sistemas Eleitorais e Emissão da Zeré sima . Os sistemas são responsáveis pela transmissão, pelo recebimento e pela totalização dos resultados d o 2º turno das Eleições 2026. O procedimento confirmou que os programas instalados nos equipamentos do Tribunal são os mesmos que foram assinados digitalmente, auditados e lacrados pela Justiça Eleitoral.   Durante a solenidade, o presidente do TSE afirmou que a verificação pública reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência e a segurança do processo eleitoral.   “ Essa c...

Ministério Público atuou em mais de 43 mil ações relacionadas às Eleições 2026

 

Ministério Público atuou em mais de 43 mil ações relacionadas às Eleições 2026

Trabalho inclui processos ajuizados e manifestações à Justiça em todo o país, para combater abusos e assegurar a liberdade de escolha do eleitor

Data:24/10/2026 • 12:22Unidade:Procuradoria-Geral da República
Imagem da urna eletrônica

Arte: Comunicação/MPF

Neste domingo (25), cerca de 158 milhões de eleitores vão retornar às urnas para escolher o presidente e o vice que vão governar o Brasil pelos próximos quatro anos, além de governadores de cinco estados e do Distrito Federal. Durante todo o dia de votação, cerca de 3 mil procuradores e promotores eleitorais vão fiscalizar o cumprimento das regras eleitorais em todo o país. Ao longo deste ano, o Ministério Público (MP) Eleitoral atuou em 43,1 mil ações em trâmite na Justiça Eleitoral, seja propondo processos por irregularidades verificadas na disputa ou emitindo pareceres. O objetivo foi evitar abusos e assegurar o equilíbrio da disputa e a liberdade de voto do eleitor.

A maior parte dos casos está relacionada a análises e contestações dos 21 mil registros de candidatura apresentados à Justiça. Outras 16 mil ações tratam de irregularidades na propaganda eleitoral. Há ainda casos de conduta proibida a agentes públicos, problemas em pesquisa eleitoral, abuso de poder, compra de votos, assédio eleitoral, fraude à cota de gênero, entre outros. Os estados com o maior número de casos foram São Paulo (4,8 mil), Bahia (3,1 mil), Rio de Janeiro (2,5 mil), Minas Gerais (2,3 mil) e Paraná (2,2 mil).

Na propaganda eleitoral, boa parte das ações envolvem irregularidades praticadas na internet. Cerca de 5,4 mil processos estão relacionados a postagens em redes sociais e 1 mil relacionados a impulsionamento de conteúdo nessas plataformas. Esta semana, por exemplo, o Ministério Público enviou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontando que a empresa Meta descumpriu algumas determinações do Tribunal que buscam garantir a igualdade de entrega de conteúdos, em plataformas digitais, das candidaturas à Presidência da República.

Do total de processos que contou com atuação do MP Eleitoral este ano, há mais de 800 relacionados ao uso irregular de ferramentas de inteligência artificial e deepfake na campanha, além de 1,9 mil sobre propaganda antecipada. Há também casos de irregularidades relacionadas ao uso de outdoors – que são proibidos na campanha eleitoral – e ilícitos associados a disparos em aplicativos de mensagens, distribuição de santinhos, banners e propaganda em rádio e televisão.


Combate à propagação de informações falsas ou descontextualizadas

Uma das prioridades do Ministério Público este ano foi o combate à propagação de informações falsas ou descontextualizadas relacionadas à disputa eleitoral. O MP Eleitoral atuou em 3,2 mil ações sobre divulgação de fatos inverídicos. Além disso, até sexta-feira (23), recebeu do TSE 91 denúncias de notícias falsas sobre o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, para apuração quanto à responsabilidade dos envolvidos.

No primeiro turno, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, apresentou duas ações à Justiça pedindo a remoção de informações falsas ou descontextualizadas que buscavam descredibilizar o processo eleitoral. Além disso, na última semana, obteve liminar no TSE determinando que as plataformas Instagram, Threads e X removessem conteúdos falsos e de ameaças a servidores do TSE, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora. As empresas também terão que informar à Justiça Eleitoral os responsáveis pelas publicações, para que o Ministério Público apure as responsabilidades.


Denúncias recebidas

Além dos processos, o Ministério Público recebeu, ao longo de 2026, cerca de 13,3 mil denúncias de cidadãos, de entidades da sociedade civil e de outros órgãos públicos relacionadas a questões eleitorais. Do primeiro para o segundo turno, o acumulado de denúncias registrou um aumento de 54%. Os temas mais recorrentes foram: irregularidades em propaganda eleitoral (redes sociais, internet, santinhos, banners, cartaz, outdoors), boca de urna, conduta proibida ao agente público, abuso de poder, assédio e coação eleitoral, doação acima do limite legal, compra de votos, violência política de gênero, entre outros.

Após o primeiro turno da eleição, o órgão também recebeu relatos de lideranças indígenas de diversos estados – incluindo Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais e Pernambuco – quanto a dificuldades enfrentadas por esses povos no dia da votação. Eles apontaram barreiras no acesso ao transporte e problemas para se comunicar no idioma materno nas seções eleitorais, entre outros empecilhos para votar.

Para solucionar os problemas, o Ministério Público entrou com ação na Justiça, que obrigou a União a garantir transporte gratuito e alimentação para os indígenas, neste domingo (25), em todo o país. O governo federal terá ainda que prestar apoio às prefeituras e colocar intérpretes e sinalização em línguas indígenas nos locais de votação.

Paralelamente, o vice-PGE pediu ao TSE que sejam tomadas providências para solucionar todas as falhas identificadas no primeiro turno. Além disso, vai reforçar a fiscalização no dia da votação para evitar essas situações.

Com base em denúncias recebidas quanto ao aumento de ataques, ameaças e perseguições contra pessoas LGBTQIA+ envolvidas na disputa eleitoral, o MP Eleitoral também adotou medidas para prevenir e combater atos de discriminação no segundo turno. O objetivo é assegurar o direito ao livre exercício do voto, além do registro adequado de ocorrências policiais de possíveis práticas de crimes eleitorais contra esse público.


Casos de assédio eleitoral

Ao longo de 2026, o MP Eleitoral recebeu 457 registros de assédio eleitoral, pelo canal de atendimento ao cidadão. Além disso, 1,8 mil casos foram reportados ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O acumulado de denúncias recebidas praticamente dobrou do primeiro para o segundo turno da votação. O assédio eleitoral é crime e pode gerar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e criminal. Saiba como denunciar.

Todas as denúncias de ilícitos eleitorais recebidas pelo Ministério Público foram encaminhadas aos procuradores e promotores com atribuição para realizar as apurações e propor ação à Justiça, quando ficar comprovada a irregularidade. Caso encontrem algum problema ao longo deste domingo (25), os cidadãos podem acionar o MP Eleitoral pelo MPF Serviços.

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