TSE faz teste final de sistemas e emite zerézima
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez neste sábado (3), véspera do primeiro turno das Eleições 2026, um teste que confirmou a integridade e autenticidade dos sistemas eleitorais.

Durante cerimônia na sede da corte em Brasília, foi também emitida a chamada Zerézima, procedimento que garante a transparência e a segurança dos processos de votação ao comprovar que não há votos registrados para nenhum candidato antes do início da votação.
Essas verificações dos sistemas que serão usados para receber e totalizar os votos em todo o país têm, como objetivo, confirmar que os programas em uso são os mesmos que foram assinados digitalmente e lacrados pela Justiça Eleitoral.
Segundo o TSE, foram checados quatro sistemas: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna, Informação de Arquivos de Urna e Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot).
“Esses testes asseguram que os sistemas que estão instalados no TSE são os sistemas que foram assinados digitalmente na Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas. Portanto, são os sistemas que foram efetivamente inspecionados durante todo o ano”, explicou o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente.
Procedimentos semelhantes são feitos em seções eleitorais antes da abertura da votação, quando é emitido um relatório que atesta que a urna eletrônica está apta a receber votos e não possui nenhum registro anterior.
Verificação
De acordo com o TSE, a conferência utiliza as assinaturas digitais e os resumos digitais (hashes), espécies de “identificadores únicos dos arquivos”, segundo o tribunal.
“O hash, ou resumo digital, identifica univocamente cada sistema, cada arquivo, de forma que, se alguma parte do arquivo, ainda que mínima, for alterada, o resumo digital não coincide mais”, explicou Júlio Valente.

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