TSE ouve Meta sobre aprimoramento de medidas para enfrentamento da desinformação na reta final das eleições
TSE ouve Meta sobre aprimoramento de medidas para enfrentamento da desinformação na reta final das eleições
Tribunal indica a necessidade de “paridade de armas” entre as campanhas presidenciais para que eleitor possa escolher seu candidato livremente

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reuniu-se com representantes da Meta — empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp — para debater as ferramentas utilizadas pela empresa que podem contribuir para o período eleitoral brasileiro. O vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, também participou do encontro.
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Na pauta, estavam o mau uso de inteligência artificial (IA) nas plataformas e a preservação de dados das mensagens em canais de WhatsApp. Os dois temas são objeto de ação no Tribunal.
A Meta informou que, a partir da noite da última terça-feira, trabalhou no aperfeiçoamento de filtros da Meta AI. Segundo a empresa, nesta semana, as duas campanhas foram impactadas pela geração de conteúdos de inteligência artificial considerados inadequados. Os critérios sobre o uso de IA nas eleições foram estabelecidos nas Resoluções do TSE; a forma de aplicação deles foi detalhada pela Meta no plano de conformidade que enviou ao Tribunal.
Para o TSE, a preocupação é promover uma “paridade de armas” entre os candidatos para que o eleitor possa escolher livremente.
Nesse sentido, os ministros trouxeram também o tema do uso dos canais de WhatsApp para promover conteúdo eleitoral. A Meta informou que, de acordo com a política da empresa, as mensagens enviadas nos canais não são criptografadas. Dessa forma, em cumprimento à decisão do ministro Kassio Nunes Marques na Petição Cível (241) nº 0602791-73.2026.6.00.0000 (PJe), os metadados das publicações feitas nos canais de WhatsApp usados para fins de campanha e que sejam objeto de ações na Justiça Eleitoral serão preservados e fornecidos em caso de ordem judicial.
A empresa se comprometeu ainda a empenhar os esforços necessários para vedar eventuais impulsionamentos de conteúdos de propaganda eleitoral feitos com moeda estrangeira e por apoiadores.
GO/TC
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